Tribuna Ribeirão
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Um pouco de Natal entre nós!

Depois de, durante um ano inteiro, neste espaço, haver dado cacetadas e mais cacetadas epistolares aos desgovernos que aí estão, recuso-me, nestas semanas natalinas, de o fazer mais uma vez, apesar das mediocridades “luláticas palacianas passadas” e da sempre ausência do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, agora aumentando os vencimen­tos destes últimos de forma ultrajante e vergonhosa.

Antes que me empolgue, afinal estamos às vésperas da data magna da cristandade, cujo carro-chefe é paz e amor ao próxi­mo, permito-me, orgulhosamente, comentar uma citação feita em 2005 por Dom Arnaldo Ribeiro – arcebispo metropolitano de Ribeirão Preto –, àquela época ainda vivo, do papa João Paulo II: – “… olhar o passado com gratidão, o futuro com esperança e viver o presente apaixonadamente…”.

Não sou religioso, no entanto, poucas vezes um pequenino parágrafo emanado por um sumo pontífice de uma religião repleta de situações polêmicas em sua história me calou tão profundamente o sentimento.

Pelo que conheço das religiões, de forma egoística, dog­mática, ou mesmo filosófica, os seus seguidores iniciam pelo “futuro”, procurando, muito mais com atos do que com von­tade, ocupar o lugarzinho junto ao seu deus… “Eu vou fazer isto porque”… É o futuro! “Quando eu morrer”… É o futuro. “Vamos orar”… Também, se não for para o futuro distante, o é para o futuro quase presente!

“O agradecimento ao passado”? Este pouco importa. Houve oportunidades maiores que uma simples esmola dada à porta de casa! Foram aproveitadas? Ensinou-se a pescar no lugar da doação do peixe? E os momentos felizes que sempre existem? São lembrados? Talvez os tristes se perpetuem em nossos corações…

E o “agora”? Este, no egoísmo que foi lançada a humani­dade, é o salve-se quem possa, mesmo que para tal tenha que atropelar o seu próximo. Viver apaixonadamente é acreditar na vida. É o oposto do viver egoisticamente tão comum hoje e, muito menos é esperar um monte de bênçãos, ve­nham de onde vierem.

Assim, no momento em que as famílias estão se encon­trando nesta tão importante data, que os que bebem, conti­nuem a fazê-lo; os que comem demais, também o façam; os bem ou mal amados, por favor – amem!

Reflitamos, no entanto, em João Paulo II:
– Olhemos o passado com gratidão…
– Olhemos o futuro com esperança…
– Vivamos o presente apaixonadamente…
Com a palavra aqueles que têm amor no coração:
FELIZ NATAL!!!!!!!!!

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