O Abrasmercado – indicador que mede a variação de preços nos supermercados –, cesta composta por 35 produtos de largo consumo, dentre eles alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene e beleza, acumula alta de 6,39% em doze meses até janeiro, quando atingiu o valor de R$ 754,98, aumento de apenas 0,08% e acréscimo de R$ 0,57 em relação aos R$ 754,41 de dezembro.
Saltou de R$ 746,85 em novembro para R$ 754,41 em dezembro, reajuste de 1,01% e aporte de R$ 7,56. Em outubro, o preço médio da cesta nacional era de R$ 743,75. O valor mensal mais alto praticado nos supermercados ocorreu em julho, de R$ 778,32, e o menor em janeiro: R$ 709,63.
Na cesta de alimentos básicos (que monitora doze produtos) a variação frente a dezembro de 2022 foi de 0,25%. Essa cesta de produtos somou em janeiro R$ 318,35. São R$ 0,79 a mais que os R$ 317,56 cobrados em dezembro. No último mês do ano passado, a alta foi de 0,35% em comparação com novebro.
Passou de R$ 316,45 para R$ 317,56, acréscimo de R$ 1,11. Era de R$ 319,57 em outubro, quando já havia recuado 2,26% em comparação com setembro – era de R$ 326,96, abatimento de R$ 7,39, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O pico do ano ocorreu em julho, de R$ 362,84. O menor valor foi o de janeiro: R$ 310,50.
As principais altas de janeiro na cesta de 35 produtos foram puxadas por batata (+14,14%), feijão (+5,69%), tomate (+3,89%), arroz (+3,13%), farinha de mandioca (+2,75%). Na contramão, as quedas foram no preço da cebola (-22,68%), carne bovina corte dianteiro (-1,93%), frango (-1,29%), óleo de soja (-0,46%), leite em pó (-0,45%) e leite longa vida (-0,30%).
Também teve queda no preço da carne bovina corte traseiro (-0,12%). O recuo nos preços do corte dianteiro foi mais expressivo no Sul (-4,58%) e no Sudeste (-3,19%) do Brasil. No recorte da cesta de alimentos básicos, composta por doze produtos, os itens que pressionaram a inflação foram feijão (+5,69%), arroz (+3,13%) e derivados do leite – queijo muçarela (+0,46%) e queijo prato (+0,46%).
Na categoria de higiene e beleza as variações de preços foram xampu (+0,53%), sabonete (+0,37%), creme dental (+0,98%), papel higiênico (-0,05%). Na cesta de limpeza as principais variações vieram de desinfetante (+1,09%), sabão em pó (+0,60%), detergente líquido para louças (+0,35%). Na análise regional houve deflação nos preços das cestas do Sudeste (-0,06%) e do Sul (-0,41%).
Nas demais regiões as variações foram: Centro-Oeste (+0,54%), Norte (+0,13%), Nordeste (+0,08%). Quanto ao preço médio da cesta Abrasmercado, composta por 35 produtos de largo consumo, a mais cara foi registrada na Região Sul – R$ 839,93. Em seguida estão Norte (R$ 833,70), Sudeste (R$ 759,81), Centro-Oeste (R$ 707,26) e Nordeste (R$ 685,03).
Oficial
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – indexador oficial de preços no país – fechou janeiro com alta de 0,53%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado acumulado em doze meses no IPCA é de 5,77% até janeiro, ante taxa de 5,79% até dezembro, resultado consolidado do ano passado. O grupo Alimentação e bebidas subiu 0,59%.
Consumo
O consumo nos lares brasileiros, medido pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) teve alta de 1,07% em janeiro deste ano, frente ao mesmo mês de 2022. Em relação a dezembro do ano passado, houve queda de 14,81%, em razão da sazonalidade.