Tribuna Ribeirão
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Secretária não acrescenta informações ao IPTU Verde

FOTO: ALFREDO RISK

A sessão extraordinária reali­zada nesta terça-feira, 27 de agos­to, na Câmara de Vereadores para ouvir explicações da secretária municipal do Meio Ambiente, Sônia Valle Walter Borges de Oliveira, não acrescentou nada sobre o principal objeto da audiência: a Lei do IPTU Verde. Ela foi convocada para fa­lar sobre o não cumprimento pela prefeitura da lei complementar que instituiu uma lista de descontos para pagamento do Imposto Pre­dial e Territorial Urbano (IPTU) ao proprietário de imóveis que adotem medidas ambientais sustentáveis.

A convocação foi uma iniciati­va de Jean Corauci (PDT), por meio de requerimento transformado em projeto de resolução pela Mesa Di­retora. Apesar da presença da se­cretária, os questionamentos feitos por vários parlamentares sobre a não aplicação da lei não foram res­pondidos. Sônia Borges de Oliveira afirmou que os aspectos jurídicos e financeiros relacionados em rela­ção ao assunto não são competên­cia do Meio Ambiente.

Resultado: o foco da audiência acabou sendo assuntos prosaicos em relação a convocação. Entre eles, o fato de muitos munícipes plantarem árvores inadequadas nas ruas, como por exemplo, ja­queiras. Os incêndios na Floresta Amazônica também foram abor­dados. Um dos vereadores pre­sentes, Adauto Honorato, o “Mar­mita” (PR), chegou a afirmar: “Não viemos aqui discutir estes assun­tos”, disse referindo-se à falta de coleta de galhos nas vias públicas. Ao que a secretária completou: “A coleta não está ligada a pasta do Meio Ambiente”.

O projeto de lei que criou o IPTU Verde, de iniciativa de Jean Corauci, foi aprovado no ano pas­sado pelos vereadores, mas, na época, o prefeito Duarte Nogueira (PSDB) vetou a proposta. Cerca de cinco mil contribuintes protocola­ram, na Secretaria Municipal da Fa­zenda, pedidos de abatimento, que pode chegar até 12% do valor do Imposto Predial e Territorial Urba­no (IPTU), dependendo da medida ambiental efetivada pelo munícipe em sua propriedade, como o plan­tio de árvores, captação de água da chuva, energia solar e uso de mate­rial sustentável.

Novo projeto – Em 15 de agos­to, a prefeitura protocolou no Le­gislativo novo projeto de lei sobre o assunto. Segundo o governo, a proposta é fruto de matérias de iniciativa dos vereadores Jean Co­rauci (PDT), Marcos Papa (Rede) e Gláucia Berenice (PSDB). Diz que é mais amplo e traz segurança jurídi­ca da origem. A proposta garante o direito do cidadão e contribui para sustentabilidade prevendo medi­das construtivas e procedimentos que aumentem a eficiência no uso de recursos e diminuição do im­pacto socioambiental.

O documento apresenta ainda critérios objetivos para a conces­são do benefício que pode gerar até 10% de desconto no IPTU do contribuinte. A redução a ser con­cedida corresponderá ao percen­tual de até 2% para cada medida adotada, limitada até 10% do IPTU do imóvel beneficiado. Porém, o “IPTU Sustentável”, caso seja aprovada, revoga a atual lei de au­toria de Jean Corauci e dificulta as regras para a concessão do benefí­cio, que só passará a valer, na práti­ca, em 2021, quando a cidade pode ter outro governo – o prazo para adesão passa a ser julho de 2020, ou seja, os cinco mil contribuintes que seguiram todos os trâmites do IPTU Verde não serão beneficiados no ano que vem.

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