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Cultura

SAG premia filme ‘Os 7 de Chicago’

O 27º SAG Awards, organi­zado pela associação de atores de Hollywood, foi um evento silencioso – e não apenas por­que a cerimônia não teve tape­te vermelho, mas por ter sido pré-gravado e condensado em uma hora de transmissão.

Apontado como um dos grandes concorrentes ao Oscar de melhor filme, “Nomadland”, de Chloé Zhao, não venceu o prêmio de melhor conjunto, o que pode embaralhar as apos­tas, uma vez que o SAG sem­pre foi uma prévia do Oscar.

Ainda assim, a vitória de “Os 7 de Chicago”, da Netflix, marcou a primeira vez que um filme de qualquer serviço de streaming ganhou o prêmio de conjunto da associação. Escri­to e dirigido por Sorkin, o fil­me agora reforça a campanha de sua primeira vitória de me­lhor filme no Oscar.

Frank Langella, que inter­preta o juiz que presidiu a acu­sação contra ativistas presos durante a Convenção Nacional Democrata de 1968, traçou pa­ralelos entre a agitação daquela época e a de hoje, ao aceitar o prêmio em nome do elenco.

“‘Deus nos dê líderes’, disse o reverendo Martin Luther King antes de ser fuzilado a sangue­-frio nesta mesma data em 1968 – uma injustiça profunda”, disse o ator, citando eventos que leva­ram àqueles interpretados em “Os 7 de Chicago”.

“O reverendo King estava certo. Precisamos de líderes para nos guiar no sentido de nos odiarmos menos.” A vitó­ria dos streaming foi reforça­da por outros dois outros lan­çamentos da Netflix – “A voz suprema do blues” e “Desta­camento Blood” – bem como “Uma Noite em Miami”, da Amazon, e “Minari – Em busca da felicidade”, do A24.

Se o drama familiar coreano­-americano de Lee Isaac Chung tivesse vencido, teria sido o se­gundo ano consecutivo em que um filme em grande parte não falado em inglês a ganhar o prê­mio principal do SAG. No ano passado, o elenco de “Parasita” triunfou, tornando-se o primei­ro elenco de um filme em língua não inglesa a fazê-lo.

O SAG Awards é um pre­núncio do Oscar. Os atores constituem o maior ramo da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, e os ven­cedores do SAG costumam se alinhar com os do Oscar. No ano passado, “Parasita” ganhou o prêmio de melhor filme no Oscar, e todos os vencedores do SAG – Renée Zellweger, Brad Pitt, Laura Dern, Joaquin Phoenix – também ganharam o Oscar.

Os prêmios deste ano foram, em sua maioria, para um grupo inteiramente de atores negros, potencialmente preparando o cenário para uma lista histori­camente diversa de vencedores do Oscar: Chadwick Boseman e Viola Davis, respectivamente melhor ator e atriz por “A voz suprema do blues”; Youn Yuh­-jung, melhor atriz coadjuvante por “Minari – Em busca da feli­cidade”; e Daniel Kaluuya, me­lhor ator coadjuvante por “Judas e o Messias Negro”.

Destes, a vitória de Davis foi a mais surpreendente em uma categoria que apontava para outras favoritas, como Carey Mulligan (“Bela vingança”) e Frances McDormand (“Noma­dland”). É o quinto prêmio SAG individual de Davis.

“Obrigado, August, por dei­xar um legado para os atores negros que podemos saborear pelo resto de nossas vidas”, disse ela, referindo-se ao dramaturgo August Wilson. E Boseman, que morreu em agosto aos 43 anos, já havia estabelecido um recorde para a maioria das indicações ao filme SAG (quatro) em um único ano.Na TV, os conjuntos de “Schitt’s Creek” (comédia) e “The Crown” (drama) se soma­ram à sua sequência de prêmios.

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