Ribeirão Preto registrou mais cinco óbitos por covid-19 depois de passar seis dias sem mortes em decorrência da doença. Foram 48 horas sem anunciar vítimas fatais. Isso não ocorria desde 15 de julho, há quase três meses (84 dias).
Porém, a Secretaria Municipal informou que os dados referentes aos óbitos não haviam sido atualizados porque o Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe), do governo federal, estava indisponível devido a atualizações.
Nesta sexta-feira, 8 de outubro, o número de falecimentos em decorrência da doença chegou a 2.949, alta de 0,2% em relação aos 2.944 anunciados no relatório de terça-feira (5). A cidade deve ultrapassar a barreira de 2.950 vítimas nos próximos dias e ainda há a possibilidade de chegar a três mil este mês.
Há 68 óbitos oficiais em agosto, mas 142 pessoas morreram de covid-19 no mês passado, quatro por dia. Outubro já tem sete mortes que ainda não constam do boletim oficial. Setembro já tem 76 vítimas fatais, dois por dia, mas apenas 32 foram contabilizadas.
É o menor volume do ano e o mais baixo desde novembro de 2020, quando 41 pessoas morreram de covid-19, apesar de os dados oficiais indicarem 37 porque a secretaria considera a data em que a pessoa foi diagnosticada com a doença, e não da morte.
Março é o mês com mais óbitos na pandemia. São 401, média de 13 por dia. O recorde do ano passado pertence a julho (244). O recorde de falecimentos anunciados em um único boletim pertence a 14 de junho deste ano, de 36. O recorde de óbitos em 24 horas é de 3 de junho, de 26 óbitos.
O total de mortes por covid-19 em nove meses de 2021, de 1.905, já é 82,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado (de março a dezembro), de 1.044. São 861 a mais. De 26 de março de 2020, data do primeiro óbito, a 15 de janeiro deste ano, data da milésima morte, foram 297 dias. Para chegar a dois mil foram 122 dias.
As ocorrências fatais do último boletim foram registradas em um período de 96 horas, entre o dia 2 e terça-feira, 5 de outubro. As vítimas são quatro senhoras, um idoso com idades entre 73 e 86 anos. A mulher de 73 anos não tinha comorbidades. Os outros quatro pacientes eram portadores de doença cardiovascular e renal crônicas, hipertensão arterial, imunossupressão, hipotireoidismo e diabetes mellitus. Três pacientes estavam internados em hospitais públicos e dois morreram em instituições particulares.
A tendência é de alta na comparação semanal. Entre 24 e 30 de setembro ocorreram dez falecimentos na cidade, cerca de um a cada 16 horas e 48 minutos. Nos sete dias subsequentes, entre 1º e 7 de outubro, foram confirmados mais sete óbitos, um a cada 24 horas, baixa de 30% e três casos a mais. São 17 em duas semanas.
Os meses com menos falecimentos são março de 2020 (pois, a pandemia começou em meados do mês em Ribeirão Preto) e abril do ano passado (onze). A taxa de letalidade da pandemia é de 2,7% e neste ano está em 2,8%. Por sexo, as vítimas da covid-19 são 1.637 homens (55,5%) e 1.312 mulheres (44,5%). ‘
A mais jovem em toda a pandemia é o bebê de um mês que morreu em 22 de junho. A segunda é um menino de seis meses que faleceu em 12 de junho. A mais idosa é uma senhora de 102 anos que faleceu no dia 2 de fevereiro de 2021. O município de Ribeirão Preto superou a marca de 111 mil pacientes infectados pelo Sars-CoV-2 – são 111.054.