Uma sequência de roubos com características semelhantes vem chamando a atenção das autoridades policiais em Ribeirão Preto. O principal suspeito, um homem de 30 anos com antecedentes criminais, foi preso em cumprimento de mandado na manhã da última quinta-feira (3) pela Guarda Civil Metropolitana (ROMU) no bairro José Sampaio, zona Oeste da cidade. A prisão pode ser a chave para elucidar uma série de assaltos que têm gerado temor, especialmente entre casais, devido ao objeto visado: alianças de ouro.
O caso mais recente aconteceu na última terça-feira (1), no bairro Sumarezinho. A vítima, um homem de 41 anos, foi surpreendida quando chegava ao trabalho. Câmeras de segurança flagraram o momento em que ele tenta fugir, tropeça e é rendido pelo criminoso, que leva a aliança personalizada. O objeto tinha um valor simbólico: o casamento do casal está marcado para o início do próximo mês.
Na manhã deste sábado (5), quatro vítimas compareceram na Central de Polícia Judiciária (CPJ) para o reconhecimento do assaltante. Elas confirmaram trata-se da mesma pessoa que praticou ou roubos.
“Ela [a aliança] representava muito mais do que um bem material”, relatou a vítima, que pediu anonimato por segurança.
Todas apontam semelhanças na abordagem do criminoso, sugerindo um “modus operandi” recorrente: ação rápida, foco em objetos de valor e fuga imediata por rotas similares.
A Polícia Civil confirmou que o homem preso já era procurado por outro roubo cometido, na mesma modalidade criminosa contra um policial aposentado, há aproximadamente um ano, também em Ribeirão Preto. Investigadores agora apuram se ele atuava sozinho ou se faz parte de uma rede maior envolvida em crimes patrimoniais na região.
“A prisão foi um passo importante, mas não encerramos o caso. Estamos cruzando dados de ocorrências e analisando imagens de câmeras públicas e privadas para identificar conexões com outros assaltos, especialmente na zona Oeste”, afirmou um policial que acompanha o caso.
A Polícia Civil orienta vítimas que reconheçam o suspeito a comparecerem à CPJ para formalizar a denúncia, o que pode fortalecer o inquérito e contribuir para eventuais novas acusações.