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Economia

Reforma paulista é aprovada na Alesp

A votação da reforma da pre­vidência paulista, que foi aprova­da por 59 votos a 32 na terça-fei­ra, 3 de março, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), foi marcada por confusão. Ser­vidores que protestavam contra o projeto do governador João Doria (PSDB) entraram em confronto com a Tropa de Cho­que da Polícia Militar, que estava dentro do prédio.

Servidores tentaram invadir o plenário, que estava com por­tas fechadas. Um grupo de pes­soas tentou arrombar uma das portas de acesso às galerias e a Polícia Militar reagiu com gás de pimenta. Em confronto, objetos foram arremessados contra os policiais. Um dos manifestantes abriu um hidrante no corredor da Casa de Leis, encharcando o chão. A confusão ainda conti­nuou no lado de fora da Alesp.

A previdência estadual foi aprovada em primeiro turno há duas semanas pelo placar de 57 a 31, no limite para garantir uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A inten­ção do governo era fazer a se­gunda votação no dia seguinte. A sessão foi interrompida após troca de ofensas e uma confu­são que envolveu os deputados Douglas Garcia (PSL) e a de­putada Marcia Lia (PT), com empurrões e socos.

A PEC estabelece uma idade mínima para aposentadoria, de 62 anos para mulheres e 65 para os homens, acaba com o recebi­mento de adicionais por tempo de serviço e proíbe a acumula­ção de vantagens temporárias – como o recebimento de valores adicionais na aposentadoria por ter exercido cargos de chefia no serviço público.

Para professores, a idade mínima de aposentadoria ago­ra é de 51 anos para mulheres e 56 para homens. Policiais ci­vis e agentes penitenciários, de ambos os sexos, devem se apo­sentar a partir dos 55 anos. Os militares não foram incluídos na proposta. Com a medida, o go­verno estadual espera uma eco­nomia aos cofres públicos de R$ 32 bilhões em dez anos.

Segundo o governo João Doria, em 2019 o rombo com a previdência em São Paulo foi de R$ 27,7 bilhões, ou seja, esse foi o gasto dos cofres públicos ape­nas para cobrir aposentadorias e pensões. O total destinado foi R$ 34 bilhões, tendo sido apenas R$ 4,8 bilhões vindos de contri­buições de servidores e R$ 1,5 bilhão de royalties.

“Sem a reforma, a despesa com aposentadorias e pensões do funcionalismo paulista po­deria superar o pagamento de salários a servidores da ativa já em 2023”, diz nota enviada ao Tribuna pela assessoria de imprensa. Quando as novas re­gras entrarem em vigor, a idade mínima para aposentadoria voluntária será de 62 anos para mulheres e de 65 anos para ho­mens. Já o tempo mínimo de contribuição passa de 35 para 25 anos de recolhimento.

Com o objetivo de aumentar as receitas e reduzir a insuficiên­cia financeira, a reforma prevê a elevação da alíquota da contri­buição previdenciária de 11% para 14%, mudança que entrará em vigor 90 dias após a sanção do projeto pelo governador. Os projetos preveem respeito ao teto do Regime Geral da Previ­dência Social (RGPS) para cál­culo dos benefícios, novas regras para pensão por morte e contri­buição de 14% para servidores inativos. Serão mantidas regras especiais para professores, poli­ciais e pessoas com deficiência.

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