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‘Rachadinha’ força saída de Zerbinato  

Segundo despacho da 4ª Vara Criminal, a defesa de Zerbinato foi comunicada da audiência, mas ex-vereador não foi encontrado em seu endereço residencial (Alfredo Risk)

O ex-vereador Sergio Zerbinato (PSDB) deixou o cargo de diretor do Departamento de Gestão do Sistema Municipal de Assistência Social da secretaria homônima (Semas). Havia sido nomeado no dia 28 de fevereiro. A saída foi solicitada pelo próprio por meio de ofício, na quinta-feira, 27 de março. Afirma que o pedido de exoneração foi motivado por “questões pessoais e visão de mundo”.  
 
“Visão divergente do governo de como as prioridades do setor público devem ser tratadas no município”. Entretanto, o Tribuna apurou que caso não pedisse para sair ele seria exonerado devido ao andamento do processo a que responde na Justiça pela suposta prática de rachadinha em seu gabinete quando era vereador.   
 
Zerbinato foi eleito vereador em 2020 pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), com 1.913 votos, e ocupou uma cadeira da Câmara de Ribeirão Preto durante a legislatura 2021/2024. Desde o ano passado, o político é filiado ao partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e, no último pleito, já em disputa pela legenda, teve 2.839 votos, mas não conseguiu se reeleger. 
 
O estopim que teria motivado sua exoneração foi o gabinete do prefeito Ricardo Silva (PSD) ter sido notificado pela juíza auxiliar Carolina Moreira Gama, da 4ª Vara Criminal, para que Zerbinato fosse comunicado oficialmente sobre a data e o horário de sua audiência na Justiça.  
 
Segundo o despacho da 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, a defesa de Zerbinato foi comunicada da data e horário da audiência, mas ele não foi encontrado em seu endereço residencial para a citação em várias diligências feitas por oficiais de justiça. 
 
O caso da rachadinha” – Em 2021, durante seu mandato como vereador, Sergio Zerbinato foi acusado por uma ex-assessora de prática de “rachadinha” em seu gabinete. Devido à denúncia, e após investigações do Ministério Público de São Paulo (MPSP), em 2023, a Justiça de Ribeirão Preto, por meio da juíza Carolina Moreira Gama, acatou a denúncia contra o vereador. 
 
Com a decisão, o parlamentar se tornou réu por suposta prática de “rachadinha” em seu gabinete. A juíza considerou que a denúncia apresentada pelo MP cumpriu os requisitos legais e está fundamentada em justa causa.  Zerbinato foi acusado pela ex-assessora Ivanilde Ribeiro Rodrigues de ter comandado o esquema, entre janeiro de 2021 a agosto de 2021.  
 
A denunciante foi assessora parlamentar direta do vereador, cargo comissionado, com salário de R$ 7.973,42. Deste total, segundo ela, R$ 3 mil seriam repassados para a irmã do parlamentar. O acordo teria começado quando foi nomeada, em 4 de janeiro de 2021 e durou até o início de agosto, quando foi exonerada do cargo. 
 
Na época, a magistrada também negou o pedido do MP para que Zerbinato fosse afastado de seu mandato parlamentar, mas permitiu o compartilhamento das provas apresentadas no processo com a Mesa Diretora da Câmara Municipal.   
 
O parlamentar já tinha sido alvo de pedido de cassação de seu mandato como vereador, mas em 2022 o parecer da Comissão Processante (CP) que investigou o caso decidiu arquivar as denúncias. O parecer foi elaborado pelo vereador e relator José Donizeti Franco, o “Franco Ferro”, (na época no PRTB, hoje no PP).  
 
A Comissão Processante afirmou também que, desde as primeiras denúncias, em 16 de dezembro de 2021, o prazo de 90 dias para a conclusão das investigações venceu por uma série de problemas jurídicos. A comissão recomendou à Câmara que abra um novo processo de cassação do vereador caso a Justiça decida pela condenação do parlamentar. A ação ainda não foi julgada. 
 
Zerbinato sempre negou as acusações. Quando da denúncia do MP afirmou que como vereador eleito, tem a obrigação de entregar para a população um trabalho de qualidade. “Essa cobrança sempre se entendeu a todos os meus assessores, inclusive Ivanilde”, disse.  
 
Por não se encaixar no trabalho, foi dispensada do mesmo. Se houvesse qualquer prática que ela alega na denúncia, não teria por que dispensá-la, ainda no primeiro ano de mandato. O que ocorreu foi justamente o contrário”, afirmou na época. A reportagem tentou novo contato com o ex-vereador, mas não havia conseguido até o fechamento desta edição. 

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