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PSOL pede a cassação do prefeito Duarte Nogueira

O Diretório Municipal do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) em Ribeirão Preto deu en­trada nesta terça-feira, 22 de maio, com três procedimentos – na Justi­ça, no Ministério Público Estadual (MPE) e na Câmara de Vereado­res – com o mesmo objetivo: a cassação do mandato do prefeito Duarte Nogueira Júnior (PSDB) por supostamente descumprir ordem judicial. Por meio de nota, a prefeitura informa “que desco­nhece o teor da ação protocolada e se manifestará, se for o caso, nos autos do processo”.

A advogada Tais Roxo da Fon­seca, autora dos procedimentos, explica que no Ministério Público Estadual (MPE) foi protocolizada uma representação pedindo a cas­sação do prefeito sob a acusação de desobediência em relação à li­minar da juíza Luisa Helena Car­valho Pita, da 2ª Vara da Fazenda Pública, datada de 11 de abril, que deferiu a tutela de urgência pedida em ação civil pelo Sindicato dos Servidores Municipais (SSM).

A liminar da magistrada deter­minou suspensão de três contratos de gestão fechados pela Secretaria Municipal da Saúde que previam a transferência, por intermédio do “Programa Saúde Melhor”, da ad­ministração da Unidade de Pron­to Atendimento (UPA) da avenida Treze de Maio, no Jardim Paulista, e das Unidades Básicas Distritais de Saúde Doutor João Baptista Quartin (UBDS Central) e Doutor Sérgio Arouca, no Quintino Facci II, na Zona Norte, para a e a Fun­dação Hospital Santa Lydia.

A juíza ainda impôs multa diária no valor de R$ 100 mil em caso de desobediência da ordem judicial. Além da Vara da Fazenda Pública, o juiz Walney Quadros Costa, da 2ª Vara do Trabalho de Ribeirão Preto, acolheu ação movida pelo sindicato de “anteci­pação dos efeitos da tutela juris­dicional de urgência” e proibiu a celebração, por parte da prefeitura, de contratos de gestão com o obje­tivo de terceirizar o serviço público municipal. Neste caso, o recurso será direcionado ao Tribunal Re­gional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), em Campinas.

Além de representar ao MPE, Taís Roxo da Fonseca impetrou na 2ª Vara da Fazenda Pública uma ação de obrigação de fazer com pedido de tutela antecipa­da, também para a cassação do mandado do prefeito. Por fim, o PSOL protocolizou, na Câmara, mais um pedido contra Noguei­ra, além da abertura de Comis­são Parlamentar de Inquérito (CPI) de Investigação Fiscaliza­tória da Saúde Pública.

“Isso consta na Lei Orgânica do Município (LOM). Se um pre­feito está desmantelando um ser­viço essencial, no caso a saúde, ou se está descumprindo uma ordem judicial, existe a previsão na LOM de instalação de uma CPI de In­vestigação Fiscalizatória”, diz a ad­vogada. Ela diz ter anexado uma série de documentos que com­provariam o descumprimento da liminar – inclusive uma cópia da ata de convocação, em maio, de reunião do Conselho Municipal de Saúde, que teve como um dos tópicos a apresentação dos contra­tos de gestão – que àquela altura já estavam suspensos por determi­nação judicial.

De acordo com o assessor de imprensa da Presidência da Câ­mara, Samuel Prisco, com o pe­dido de cassação protocolizado, a Mesa Diretora do Legislativo tem agora três sessões para analisar a legitimidade do pedido e decidir qual providência tomar – arqui­vamento ou encaminhamento ao Conselho de Ética. Este, por sua vez, caso considere as acusações veri­ficas, pode abrir uma Comissão Processante (CP) para analisar a cassação do mandado do prefeito.

O mesmo rito do Conselho de Ética será seguido no caso do se­gundo pedido de cassação contra o vereador afastado Waldyr Villela (PSD), protocolizado pelo PSOL na tarde da última segunda-feira, 21 de maio. Investigado pela Po­lícia Civil e pelo Grupo de Atu­ação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), Vil­lela virou réu na ação penal que tramita na 5ª Vara Criminal de Ribeirão Preto e responderá por três dos cinco crimes de que é acusado – exercício ilegal da me­dicina (artigo 282 do Código Pe­nal), de atividade proibida (205) e peculato (312) – aproveitar-se de cargo público em benefício próprio ou de terceiros. Ele nega a prática de qualquer ato ilícito.

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