Tribuna Ribeirão
Política

Projeto quer apadrinhamento afetivo de crianças e adolescentes

ALFREDO RISK

Um projeto da vereado­ra Gláucia Berenice (DEM) quer instituir o “Programa de Apadrinhamento Afetivo de Crianças e Adolescentes”, que consistente no apadri­nhamento de crianças de 07 a 17 anos, das entidades assis­tenciais públicas ou privadas do município que atendem a medida de proteção de aco­lhimento institucional.

O programa é voltado para crianças e adolescentes que têm poucas chances de voltar para casa, ou mesmo de serem adotadas. O projeto estava na pauta da sessão des­ta quinta-feira, mas não foi votado por falta de parecer da Comissão de Constitui­ção, Justiça e Redação (CCJ).

Entre as intenções que constam do apadrinhamen­to afetivo estão permitir o acolhimento e apadrinha­mento social, nos finais de semana, feriados e datas comemorativas; possibilitar, por meio de procedimentos simplificados, a inserção e o convívio social das crianças e adolescentes das institui­ções; possibilitar às crianças e adolescentes a convivência fora da instituição, propor­cionando-lhes convivên­cia familiar e comunitária, apoio emocional, afeto, aten­ção, cuidados com a saúde e orientação vocacional.

“Neste sentido, o apadri­nhamento afetivo é uma for­ma de facilitar a construção de vínculos com pessoas da comunidade que se compro­metem a ser seus padrinhos afetivos”, ressalta Gláucia. De acordo com a vereadora o objetivo é cultivar uma rela­ção com uma figura de refe­rência para aquela criança ou adolescente, que possa acom­panhá-lo em diversas ativi­dades e dar apoio em várias situações. Ela destaca que, o apadrinhamento não envolve guarda nem nenhum tipo de tutela legal, nem é um cami­nho para a adoção. “Quem continua responsável legal­mente pelo jovem é o serviço de acolhimento”, completa.

Para a vereadora, há vá­rias formas de participar da vida de um afilhado, sem necessariamente adotá-lo. “Pode ser desde partilhar momentos simples como ler um livro juntos ou mesmo ajudar nas tarefas da escola ou organizar o material, até participar de festas de ani­versário, levar ao cinema, ir ao médico, a reuniões esco­lares e conversar sobre temas difíceis”, ressalta. Segundo ela, esse apoio pode ser mui­to benéfico em tarefas como abrir conta em banco ou aju­dar a preparar um currículo para uma entrevista de em­prego, orientação vocacional.

O programa define que as pessoas interessadas deve­rão procurar as entidades do município, firmar compro­misso jurídico sobre a sua disponibilidade e vontade de exercer o afeto, solidarieda­de e amor, bem como, se for possível, poderá ainda dis­por de recursos financeiros para proporcionar uma me­lhoria na qualidade de vida do apadrinhado.

Para os menores benefici­ários do programa fica asse­gurado e garantido o convívio familiar, ainda que parcial, promovido por visitas ao lar do seu “padrinho”, convi­vência comunitária, acom­panhamento da saúde, troca de experiências e de valores éticos e morais. O PL preten­de determinar ainda que o padrinho poderá, quando o estado de saúde da criança ou adolescente permitir, retirar o seu apadrinhado nos feria­dos e nos finais de semana, possibilitando a convivência fora da instituição.

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