O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel no país, registrou inflação de 2,92% na segunda prévia de outubro. A taxa é inferior aos 4,57% do mesmo período de setembro. Mesmo assim, o acumulado em doze meses subiu de 18,20% para 20,56%, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), que fez a pesquisa.
No ano, em menos de dez meses, acumula elevação de 17,74%. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 de setembro a 10 de outubro. No dado fechado do mês passado, o Índice Geral de Preços – Mercado teve elevação de 4,34%.
A queda da taxa de setembro para outubro foi provocada pelos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), cuja taxa de inflação recuou de 6,36% na prévia de setembro para 3,75% na prévia de outubro.
E o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M), que mede o varejo, subiu de 0,38% para 0,71%. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) também cresceu de 0,98% para 1,50%. Os aumentos nas passagens aéreas e nos alimentos aceleraram a inflação ao consumidor na segunda prévia de IGP-M.
No IPC-M, cinco das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais elevadas, com destaque para o grupo educação, leitura e recreação, que passou de 0,40% na segunda leitura de setembro para aumento de 3,05% na segunda prévia de outubro. O item passagem aérea saiu de 6,74% para 33,57% no período.
Os demais acréscimos ocorreram nas taxas dos grupos alimentação (de 0,80% para 1,66%), saúde e cuidados Pessoais (de -0,50% para 0,11%), vestuário (de -0,73% para 0,40%) e comunicação (de 0,01% para 0,06%). Houve influência dos itens hortaliças e legumes (de -4,29% para 1,09%), plano e seguro de saúde (de -2,40% para 0,00%), roupas (de -0,76% para 0,43%) e tarifa de telefone residencial (de 0,00% para 1,10%).
Na direção oposta, as taxas foram mais baixas nos grupos transportes (de 0,94% para 0,01%), habitação (de 0,48% para 0,31%) e despesas diversas (de 0,29% para 0,14%), sob impacto de itens como gasolina (de 3,19% para –0,74%), tarifa de eletricidade residencial (de 0,45% para 0,13%) e serviços bancários (de 0,18% para 0,10%).