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Presentes de Bolsonaro passarão por auditoria

O Tribunal de Contas da União (TCU) deu prazo de até cinco dias para que o ex­-presidente Jair Bolsonaro (PL) devolva o segundo jogo de joias que recebeu do re­gime da Arábia Saudita. No estojo consta uma série de peças em ouro, com relógio, par de abotoaduras, caneta, anel e um masbaha (uma espécie de rosário islâmico), todos da marca suíça Cho­pard. A corte também vai inspecionar os itens.

O site da loja vende peças similares que juntas somam, no mínimo, R$ 400 mil. Havia ainda outro estojo da marca Chopard, contendo um colar, um par de brincos, relógio e anel estimados em 3 milhões de euros (R$ 16,5 milhões). Essas últimas peças, porém, foram apreendidas pela Re­ceita Federal quando o asses­sor e ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque também tentou entrar com elas ilegalmente no país.

O Tribunal de Contas da União determinou que esse conjunto também seja incor­porado ao acervo do Estado. Ainda aprovou nesta quarta­-feira a realização de uma au­ditoria completa em todos os presentes recebidos pela Pre­sidência da República duran­te os quatro anos de gestão do presidente Jair Bolsonaro (2019/2022). A decisão foi aprovada por unanimidade.

Também terá que devol­ver o fuzil e o revólver que o ex-presidente admite ter re­cebido em 2019, de represen­tantes dos Emirados Árabes. A auditoria foi proposta pelo ministro Benjamin Zymler durante a reunião plenária da corte, e acolhida pelo relator do processo instaurado para apurar a entrada ilegal das joias masculinas no Brasil, ministro Augusto Nardes.

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