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Prefeitura vai chamar 97 concursados

ALFREDO RISK/ ARQUIVO TRIBUNA

A prefeitura de Ribeirão Preto anunciou nesta sexta-feira, 17 de maio, a convocação de 97 professores efetivos apro­vados em concursos públicos ainda vigentes, para atuação nas escolas da rede municipal de ensino. A contratação ime­diata atenderá alunos da edu­cação infantil, ensino funda­mental e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Serão chamados oito pro­fessores de educação Básica I (PEB I), 32 de PEB II e 57 de PEB III – oito de Língua Por­tuguesa, cinco de Matemática, nove de História, dois de In­glês, onze de Educação Física, dez de Geografia, quatro de Ciências Físicas e Biológicas e oito de Artes.

O chamamento dos do­centes foi possível graças ao entendimento do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) quanto à contabili­zação dos gastos da prefeitura com a folha de pagamento dos servidores e repasses extras ao Instituto de Previdência dos Municipiários (IPM).

Na última quarta-feira (15), na reunião semanal do cole­giado da corte das finanças, o TCE-SP criou uma regra de transição para a contabiliza­ção de repasses extras ao Re­gime Próprio de Previdência Social (RPPS). Os valores ex­tras repassados ao órgão previ­denciário não serão totalmente contabilizados como despesas de pessoal.

Vários prefeituras na mes­ma situação de Ribeirão Preto reclamaram que poderiam fe­rir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) – determina que o teto máximo de gastos com funcionalismo tem de ser de 54% da Receita Corrente Lí­quida (RCL), com limite pru­dencial de 51,3% – se fossem obrigadas a contabilizar 100% dos repasses como gasto com a folha de pagamento..

Neste ano, a previsão é que a prefeitura de Ribeirão Preto faça repasses extras ao IPM no valor aproximado de R$ 345 milhões. Com esse valor sendo contabilizado como despesas de pessoal, o limite ultrapas­saria os 55,8%. Como outros municípios estão na mesma situação, o TCE-SP definiu que em 2019 serão conside­rados 10% do valor extra para efeito de gastos com a folha de pagamento. Nos anos se­guintes o percentual passará para 25% (em 2020), 45% (em 2021), 70% (em 2022) e 100% (em 2023).

“Manter os custos com pessoal dentro dos limites pru­denciais da Lei de Responsabi­lidade Fiscal foi essencial para que pudéssemos abrir novas contratações”, esclarece o pre­feito Duarte Nogueira Júnior (PSDB). Segundo o secretá­rio municipal da Educação, Felipe Elias Miguel, “a rede municipal de ensino cumpri­rá o calendário letivo e todo o conteúdo previsto para o ano de 2019, sem qualquer prejuí­zo aos alunos”.

Nova previdência municipal
A contratação dos 97 pro­fessores já ocorre sob os mol­des da nova previdência mu­nicipal, aprovada em fevereiro de 2019 pela Câmara de Ve­readores e que estabelece um teto para o valor das aposen­tadorias e pensões pagas pelo IPM aos novos servidores, contratados a partir de mar­ço deste ano. Com a aprova­ção, o limite dos benefícios pagos pelo IPM passa a ser igual ao do Instituto Nacio­nal do Seguro Social (INSS), de R$ 5.839,45. Também li­bera a previdência comple­mentar a quem desejar remu­neração superior.

Segundo levantamento re­cente da Associação dos Profis­sionais da Educação (Aproferp), as 109 escolas da rede municipal de ensino convivem com um déficit de 1,1 mil profissionais. Faltam em torno de 600 pro­fessores e de 500 inspetores, cargo para o qual a adminis­tração não abre concurso há 20 anos, segundo o presidente da entidade, Cristiano Lima Floriano. “Vem num quadro negativo. Isso é comprovado pelo Tribunal de Contas do Estado, que há dois anos vem notificando a prefeitura.”

Um relatório divulgado por diretores de 29 Escolas Muni­cipais do Ensino Fundamental (Emefs) e protocolado no Mi­nistério Público Estadual (MPE) pelo Conselho Municipal da Educação diz que a falta de pro­fessores deixou os alunos sem 5.181 aulas em 75 dias do ano letivo deste ano. A Secretaria Municipal da Educação não teve acesso ao documento e só vai se manifestar depois de confrontar o conteúdo com os dados ofi­ciais, mas diz que vai cumprir o calendário escolar do ano leti­vo – 200 dias de aula.

O Tribuna apurou que o governo considera o déficit de educadores menor, de 200 pro­fissionais. No início deste ano, estavam matriculados na rede municipal 46.921 estudantes – 22.696 do ensino infantil e 24.225 do fundamental. Den­tre as unidades do município, 76 são de educação infantil e 33 de ensino fundamental. São 34 Centros de Educação Infantil (CEIs), 41 Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) e 26 Escolas Municipais de Ensi­no Fundamental (Emefs).

Também tem três Centros Educacionais Municipais de Educação Integral (Cemeis), duas Escolas Municipais de Ensino Fundamental e Ensino Médio (Emefems), um Centro de Educação Especial e Ensino Fundamental (CEEEF), uma Escola Municipal de Ensino Profissional Básico (EMEPB), Educação de Jovens e Adul­tos (EJA, salas espalhadas por várias unidades), além das 20 escolas conveniadas.

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