O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP), por meio do conselheiro Robson Marinho, questionou a situação das condições da sala de espera da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ribeirão Preto, localizada na avenida Treze de Maio, no Jardim Paulista, na Zona Leste da cidade.
Segundo a fiscalização do Tribunal de Contas, realizada no mês de junho, foi verificado que as condições da sala de espera dos pacientes não são adequadas e que o tamanho do espaço é pequeno, considerando a demanda atual da unidade de saúde. De acordo com o relatório, isso faz com que pessoas idosas fiquem longe da sala dos médicos onde serão atendidas – às vezes, em pé.
Para o TCE-SP, os pacientes mais velhos têm dificuldade em ouvir quando são chamados para o atendimento. O conselheiro recomendou que a administração municipal faça as correções necessárias para que não corra o risco de receber parecer desfavorável nas contas anuais. Em setembro, o tribunal deu parecer favorável para a prestação de contas da prefeitura em 2017, primeiro ano do governo de Duarte Nogueira Júnior (PSDB).
Porém, apesar do parecer favorável, o Ministério Público de Contas de São Paulo se manifestou para que o balancete fosse reprovado. Os motivos para isso seriam a piora em alguns indicadores do Índice de Efetividade da Gestão Estadual (Iege) em comparação de anos anteriores. Porém, o MPC afirma que outros itens constitucionais exigidos foram atendidos. Em nota a prefeitura informou que “a administração acompanha todos alertas feitos pelo TCE-SP e adota as ações corretivas”.
Diligências
Nos últimos meses, o vereador Igor Oliveira (MDDB) tem realizado diligências nos equipamentos municipais da saúde e, segundo ele, após testemunhar a precariedade dos serviços oferecidos para a população solicitou um levantamento técnico com todas as demandas para a Secretaria Municipal da Saúde.
A lista repassada pela secretaria tem de tudo. Desde a necessidade de veículos até ar-condicionado, bebedouros, cadeiras de rodas, camas, computadores até desfibriladores e impressoras. “Nosso objetivo é garantir mais conforto aos usuários e também condições de trabalho aos servidores”, afirma.
Segundo o vereador as necessidades do dia a dia refletem diretamente nos pacientes, uma vez que interferem no modo como os servidores realizam o atendimento. “Ribeirão Preto é uma cidade extremamente quente e quase todas as unidades estão precisando de ar-condicionado. Esta é uma situação que precisa ser resolvida com urgência”, explica.
Ainda de acordo com Igor a lista está sendo analisada pela Secretaria da Saúde para se ter uma estimativa dos custos para suprir as necessidades apresentadas. “Vamos nos reunir com a Secretaria e buscar viabilizar o máximo de recursos possíveis para resolver estes problemas”, afirmou.