O preço do etanol voltou a subir nas bombas de Ribeirão Preto nesta terça-feira, 12 de abril. Para piorar, a gasolina também está mais cara nos mais de 200 postos de combustíveis da cidade. O derivado da cana-de-açúcar já custa mais de R$ 5, e o de petróleo superou a barreira de R$ 7. A Central de Monitoramento do Núcleo Postos, entidade que reúne 85 revendedores de combustíveis, já havia avisado que a tendência era de novos aumentos nesta semana.
O litro do álcool combustível nos postos bandeirados passou de R$ 5 (R$ 4,997) para R$ 5,10 (R$ 5,097), alta de 2% e acréscimo de R$ 0,10. Nos sem-bandeira o reajuste, por enquanto, é mais salgado: o produto está sendo vendido por R$ 5,20 (R$ 5,199) em alguns revendedores, aumento de 6,6% e aporte de R$ 0,32 em relação aos R$ 4,88 (R$ 4,879) cobrados anteriormente.
Segundo o Núcleo Postos, desde a semana passada o etanol vem sofrendo reajuste por parte das distribuidoras que alegam pagar mais caro pelo produto nas usinas. Em abril, a alta acumulada é de quase 10% para os postos revendedores. O aumento é decorrente da explosão da demanda e a consequente falta do produto no mercado.
O preço médio da gasolina nos postos franqueados saltou de R$ 7 (R$ 6,997) para R$ 7,10 (R$ 7,097), depois de subir 6,1% em relação aos R$ 6,60 (R$ 6,597) cobrados no início de março, acréscimo de R$ 0,40. Agora, o aporte é de R$ 0,10, alta de 1,4%. O diesel não sofreu alteração. Na semana passada, subiu de R$ 6,50 (R$ 6,497) para R$ 7 (R$ 6,997), aumento de 7,7% e aporte de R$ 0,50.
Nos postos independentes, o preço médio da gasolina teve leve queda de 0,3% na semana passada. Passou de R$ 6,88 (R$ 6,879) para R$ 6,86 (R$ 6,859), desconto de R$ 0,02. Já o litro do diesel permanece em R$ 6,70 (R$ 6,699), depois de avançar 15,5% em março em relação aos R$ 5,80 (R$ 5,799) cobrados anteriormente. São R$ 0,90 a mais.
A justificativa de distribuidoras e comerciantes é a tensão que o mercado enfrenta devido à guerra entre Rússia e Ucrânia. O fim da safra da cana-de-açúcar também pesou (leia nesta página). Com base nos valores de R$ 5,10 para o derivado da cana e de R$ 7,10 para o do petróleo, a paridade está em 71,8% e deixou de ser vantajoso abastecer com álcool, já que o limite é de 70%.
No ano passado, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o preço da gasolina avançou 47,49% no país. O etanol acumulava 62,23% de alta no mesmo período, ante 46,04% do diesel.
Em março, todos os combustíveis apresentaram alta de preços. O etanol subiu 3,24%, a gasolina avançou 6,92% e o diesel, 13,49%. No acumulado em doze meses, a gasolina sobe 27,67%, o álcool avança 25,36% e o diesel, 48,26%. No primeiro trimestre de 2022, o etanol tem deflação de 4,34%, o valor da gasolina sobe 5,26% e o do diesel avança 17,52%.