Idoso de 69 anos foi morto por conta de seguro de vida de R$ 200 mil onde marido, com quem se casou em 2020, figurava como beneficiário
A Polícia Civil de Barretos prendeu, na manhã desta quinta-feira (07), três pessoas suspeitas de terem arquitetado a morte de um idoso de 69 anos com o objetivo de receber seguro de vida. A morte teria sido planejada pelo cônjuge da vítima.
O crime foi registrado no dia 11 de fevereiro e, desde então, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE), ambas de Barretos, realizaram investigações até conseguir identificar as pessoas que participaram do homicídio.
Na ocasião, a vítima foi encontrada sem vida em uma chácara próxima a um posto de combustíveis, na zona Rural de Barretos. A PM foi acionada pelo esposo da vítima, que, de acordo com a Assessoria de Comunicação Social da Delegacia Seccional de Barretos, foi um dos presos na ação.
A Polícia Civil descobriu, ao longo dos trabalhos, que o homem de 69 anos se casou com outro homem em agosto de 2020 e, desde então, o esposo passou a contratar seguros de vida onde ele figurava como beneficiário do idoso. Durante um ano ele contratou benefícios que chegam a, aproximadamente, R$ 200 mil.
As investigações apontam que o suspeito teria combinado com um casal para cuidar da morte da vítima. Diante dos rumos da investigação, o delegado das especializadas, Rafael Faria Domingos, representou pelas prisões temporárias dos envolvidos e de busca e apreensão.
Nesta quinta-feira, equipes da DIG e DISE, com apoio da Central de Polícia Judiciária (CPJ) e do Grupo de Operações Especiais (GOE) e sob supervisão do Delegado Seccional de Barretos, Haroldo Chaud, cumpriram os mandados.
Foram presos dois homens, de 46 e 59 anos, e uma mulher de 27 anos. Com a prisão dos investigados, foi possível identificar outro homem, de 23 anos, apontado como o autor das facadas que mataram a vítima.
Os presos que tiveram suas prisões decretadas pela Justiça foram ouvidos na sede da DIG/DISE de Barretos e serão encaminhados ao sistema prisional, onde vão responder pelo crime de homicídio por motivo torpe.
Por: Adalberto Luque