Tribuna Ribeirão
Economia

PIB paulista cresce 1,7% em 2019

© REUTERS/Washington Alves/Direitos Reservados

Em 2019, o Produto Inter­no Bruto (PIB) – a soma de to­dos os bens e serviços produzi­dos no país – teve crescimento em 22 das 27 unidades da fede­ração. Os maiores avanços fo­ram registrados no Tocantins (5,2%), Mato Grosso (4,1%), Roraima (3,8%), Santa Catari­na (3,8%) e Sergipe (3,6%). Os dados são das Contas Regio­nais, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Esta­tística (IBGE) nesta sexta-fei­ra, 12 de novembro.

Na média nacional, o PIB avançou 1,2%. Houve recuo na economia do Espírito Santo (-3,8%), Pará (-2,3%), Piauí (-0,6%) e Mato Grosso do Sul (-0,5%). Em Minas Gerais, o PIB ficou estável. A atividade econômica cresceu 1,7% em São Paulo. A par­ticipação do Estado no PIB do país cresceu de 31,6% em 2018 para 31,8% em 2019.

Na passagem de 2018 para 2019, as regiões Norte (0,2 ponto porcentual) e Sul (0,1 p.p.) elevaram suas participa­ções na economia brasileira, enquanto Nordeste (-0,1 p.p.) e Sudeste (-0,1 p.p.) tiveram re­dução. O Centro-Oeste mante­ve sua participação.

A participação do Sudeste no PIB nacional continua ma­joritária, mas recuou de 53,1% para 53,0%. A região Norte foi a que menos cresceu em 2019, 0,5%, mas dois dos seus cinco Estados registraram as maiores taxas de crescimento do PIB. O Centro-Oeste teve uma expansão de 2,1%.

Dos quatro Estados da região, apenas o Mato Gros­so do Sul (-0,5%) teve va­riação abaixo da média na­cional. O PIB per capita do Distrito Federal se manteve como o mais elevado, aos R$ 90.742,75, cerca de 2,6 vezes maior que o do país, que foi de R$ 35.161,70. No ranking de maiores PIBs per capita, figuraram apenas Estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste.

São Paulo
A agropecuária ficou pra­ticamente estável em relação ao ano anterior, registran­do acréscimo em volume de 0,1% em relação ao ano an­terior, decorrente, sobretudo, do desempenho de agricultu­ra, inclusive apoio à agricul­tura e pós-colheita, cujo cres­cimento foi de 1,0%.

O desempenho da agri­cultura foi impulsionado em grande medida pelo cultivo de outras lavouras temporárias e de café. A atividade industrial no estado apresentou decrés­cimo de 0,2% no índice de volume, que contribuiu para a perda de participação na eco­nomia do Estado, de 21,1%, em 2018, para 20,3%, em 2019.

Este resultado foi influen­ciado pela retração em indús­trias de transformação, devido às quedas de outros equipa­mentos de transporte, refino de petróleo e coque, produtos químicos, farmoquímicos e farmacêuticos, veículos auto­motores, máquinas, aparelhos e materiais elétricos, equipa­mentos de informática, produ­tos eletrônicos e ópticos e bor­racha e material plástico.

O setor de serviços cresceu de 2,0%, entre 2018 e 2019, e, das onze atividades que com­põem este grupo, apenas ad­ministração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social apresentou variação ne­gativa (-1,8%). As atividades que mais tiveram influência no crescimento verificado em serviços foram as profissio­nais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares (3,7%).

Também cresceram infor­mação e comunicação (5,9%), comércio e reparação de veícu­los automotores e motocicletas (1,9%) e atividades imobiliá­rias (2,2%). Na análise de par­ticipação dentro da economia paulista, os serviços ganharam 0,8 ponto percentual, sain­do de 77,2%, em 2018, para 78,0%, em 2019.

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