O Santos não conseguiu efetuar o desbloqueio de uma das suas contas bancárias e, com isso, o pagamento dos salários de abril do elenco alvinegro, que venciam nesta sexta-feira (5) – quinto dia útil do mês – deverá sofrer um novo atraso.
No mês passado, a diretoria santista levou 17 dias para quitar os honorários por conta de “um problema no fluxo de caixa” do clube. Na ocasião, a cúpula alvinegra alegou que aguardava a antecipação da segunda parcela da venda do atacante Rodrygo ao Real Madrid – 20 milhões de euros (cerca de R$ 88 milhões) -, mas o grupo financeiro que realizaria a transação desistiu do negócio em cima da hora.
Desta vez, no entanto, o presidente do Santos, José Carlos Peres, acredita que irá solucionar a situação com muito mais rapidez.
“O nosso problema não é dinheiro, e sim a conta que foi bloqueada a pedido da advogada Fátima Bucker”, disse o mandatário alvinegro. “Mas resolveremos isso até segunda-feira (8), no máximo”, acrescentou o presidente à reportagem.
Na última terça-feira (2), depois da reunião do Conselho Deliberativo do Clube, na Vila Belmiro, Peres revelou que se não conseguisse o desbloqueio da conta, buscaria recursos de alguma outra maneira para efetuar o pagamento dos salários o quanto antes.
“Conversaremos com juiz para efetuar o desbloqueio e honrarmos os nossos compromissos. Se (a conta) continuar bloqueada veremos o que vamos fazer”, disse Peres na oportunidade.
Para tentar o desbloqueio, o Santos, por meio do seu Departamento Jurídico, recorreu à decisão no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e o pedido, propondo a penhora de um imóvel que pertence ao clube ou o bloqueio dos direitos financeiros que o Peixe tem para receber do Flamengo referente a venda do atacante Bruno Henrique, foi distribuído para a 33ª Câmara de Direito Privado. O desembargador Luiz Eurico é o relator do caso.
Por que bloqueou?
A Bonassa Bucker Advogados prestou diversos serviços ao Santos durante a gestão do ex-presidente Modesto Roma Júnior e cobra na Justiça o total de R$ 12.714.709,89 milhões em honorários referentes à batalha contra o fundo de investimentos Doyen.
A auditoria realizada pela atual gestão para analisar contratos firmados pelo clube entre 2013 e 2017, cujo resultado foi publicado em agosto do ano passado, detectou a ausência dos devidos comprovantes nos acordos de prestação de serviços com o escritório, e outras irregularidades.