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Patrocínio revitaliza o patrimônio das cidades

Os governos municipais estão cercados de responsabilidades na gestão pública, e muitas prefeituras não conseguem atingir as metas or­çamentárias. Uma parte do problema está ligada aos recursos financeiros escassos, que pouco asseguram os investimentos em serviços essenciais e na infraestrutura. E a outra vem da bola de neve gerada pelo volume das despesas funcionais da máquina pública, que por direito constitucional adquirido, pouco se pode fazer a cada mandato.

Porém, uma grande parte das despesas diárias está ligada ao custeio da zeladoria em diferentes áreas, como limpeza, pintura, reformas, re­paros emergenciais ou por vandalismo. Já outras, estão ligadas a cultura, lazer, patrimônio histórico, monumentos, edificações, ruas, avenidas, tú­neis, parques e muitas outras questões também prioritárias, que estão nas áreas da saúde, educação,transporte e segurança. Não importa o porte da cidade, porque em cada uma delas as proporções são de desequilíbrios idênticos, entre as intenções, necessidades e o orçamentos disponíveis.

A solução pela via mais rápida é através do “patrocínio publicitá­rio”, mas para ter este tipo de investimento,cada cidade precisa de uma legislação adequada com visão holística, e a partir dela elaborar projetos criativos. Mas, principalmente, contar com a determinação do governan­te em querer quebrar paradigmas e resolver sem preconceitos e medos. Críticas localizadas virão, mas focar na excelência da gestão pública da cidade é o que contará no final.
A Lei 14.223 da capital de São Paulo é um exemplo brasileiro de expressão internacional, e visa diretamente a recuperação, respeito ao patrimônio histórico e a integridade da arquitetura das edificações da metrópole. Em seu contexto contém parágrafos que disciplinam o inves­timento publicitário para ordenação e melhoria da paisagem urbana na principal capital do país.

Ao assumirem mandatos, os governantes precisam trocar o marke­ting político das urnas e dar lugar ao marketing da gestão pública em total sintonia com as necessidades estratégicas das empresas, ávidas em estarem presente na mente e no cotidiano da sociedade. Para isso, basta proporcionar a contrapartida e gerar a oportunidade de expor marcas no lugar certo por tempo determinado, unindo interesses comuns entre as partes e o projeto a ser executado.

Parcerias assim, ocorrem naturalmente nas principais cidades do mundo. Certamente Barcelona é o melhor exemplo na restauração do bem público ou privado com telas de publicidade patrocinada. Lon­dres, Paris e muitas outras cidades também se reinventam, preservam, restauram e conservam seus patrimônios. Em Nova Iorque, por exemplo, através da parceira TIME SQUARE ALLIANCE, criou-se um aparato de segurança e preservação com investimento privado, regenerando todo um espaço degradado. O resultado vem de projetos inteligentes de comu­nicação e marketing, com contrapartidas em benefícios sociais, gerando um ambiente mais leve e agradável nas cidades mais visitadas do mundo.

O investimento publicitário é o combustível natural para suprir as despesas recorrentes de manutenção, zeladoria e conservação. E, com a diversidade de segmentos econômicos, existem marcas com interesses em investir praticamente em todas as áreas da gestão das cidades. Mas, cabe lembrar que investimento do marketing é verba acessória, sujeita a sazonalidades do mercado.

Para suprir isso, a concepção é muito específica em cada projeto, que precisa contemplar os interesses de ambos, visando principalmente a contrapartida para a população. No ambiente político, o foco é no eleitor que decide rumos a cada eleição, e tem muita sensibilidade aos resultados recebidos pelas melhorias na sua cidade. Mas, para as empresas, o mesmo eleitor é um consumidor em potencial, e com ele, desejam uma relação ética e sustentável de longo prazo,trabalhando incansavelmente para que adotem seus produtos e serviços no consumo diário. Portanto, se existem as necessidades incondicionais na gestão pública, e na inciativa privada, além dos recursos, ambos possuem interesses comuns no mesmo público. alvo, então por silogismo: A solução está na atitude política!

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