A mentira tão combatida no passado ganhou status de um grande astro cinematográfico, e para que este brilho se destacasse no cotidiano um nome inglês foi escolhido: “Fake News” e virou moda. Antes do advento das redes socias, as notícias dos jornais, rádios e televisões eram verdades absolutas para a maioria da população brasileira, no entanto esta verdade que a população acreditava e consumia, na realidade era a mentira com roupas reluzentes que ofuscava a visão e produzia nas mentes a fantasia de uma realidade que nunca existiu, mas os políticos alimentaram e alimentam esta farsa em causa própria.
A evolução humana tenta acompanhar a evolução tecnológica, mas o fundamentalismo religioso puxa a humanidade de volta à Idade Média. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, foi um documento produzido após a catástrofe ocorrida na Segunda Guerra Mundial, e pretendia despertar no âmago dos seres humanos a humanidade sonhada para se ter um mundo melhor. No entanto aquele clima de empatia onde o documento foi construído, se desfez com a realidade das máquinas de guerra que lucram com a morte de outros seres humanos.
Até meados do século 20, o Brasil mesmo sendo um Estado laico desde de 1890, a Igreja Católica se imiscuía nos bastidores da política brasileira, muitas vezes, mesmo sem ter cargos decidiam os rumos da política. A prova cabal que a laicidade não era levada a sério são os símbolos Católicos em todas as repartições públicas. O arrefecimento do catolicismo na política brasileira abriu o caminho para os movimentos neopentecostais, um segmento religioso, que começou a proliferar nas periferias pobres, promovendo milagres e prometendo o Paraíso na Terra e um lugar ao lado de “Deus”. Essas promessas junto a uma população carente de todos os serviços públicos prosperou e deu frutos.
Diferentemente do catolicismo, os neopentecostais resolveram entrar de cabeça na política, e para isso resolveram disputar a partir de 1986 os cargos eletivos, com um slogan que tocava no âmago dos seus seguidores: “precisamos colocar homens de ‘Deus’ na política, para acabar com a corrupção, e ter um governo de ‘Deus’”. Leonel Brizola, que foi Governador do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Prefeito de Porto Alegre, fez uma previsão profética quando afirmou: “Se os evangélicos entrarem na política, o Brasil irá para o fundo do poço. O País retrocederá vergonhosamente e matarão em nome de Deus”. Infelizmente morreu em 2004, e não viu sua profecia se materializar.
Essa gente que se intitula “homens de Deus”, que têm como lema de vida “Deus, Pátria e Família” se tornaram especialistas na mentira e nas notícias falsas (fake news), mas tudo em nome de “Deus”. Há um Projeto de Lei em tramitação na Câmara dos deputados que regulamenta as atividades nas redes sociais, punindo os abusos e os crimes cometidos, aí a horda de criminosos subiu o tom alegando que vai haver censura, querem a liberdade para cometer crimes impunimente. Acontece que as fake news não estão somente nas redes socias, já contaminaram o jornalismo profissional. A tendência de lamber as botas do Império do Norte que parte da imprensa nutre, achando que o Brasil tem que ser eternamente tutelado, os coloca do lado oposto do atual governo, não se conformando que o Presidente Lula está colocando o Brasil novamente como protagonista no mundo.
A mentira vergonhosa, em forma de notícia veiculada pela CNN Brasil, dizendo que o Brasil tinha perdido um investimento de 50 bilhões de dólares, que a empresa ucraniana Antonove faria no País, por conta da fala do Presidente Lula sobre a Crimeia, foi desmentida pela própria empresa em nota oficial. O perigo golpista não está somente dentro das fronteiras brasileiras, vem também do Império do Norte!