Tribuna Ribeirão
Política

Operação Sevandija – TJSP descarta anular delação de Rodrigues

Dárcy Vera sofreu mais uma derrota na esfera judicial, des­ta vez no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Os desem­bargadores negaram o pedido feito pela defesa da ex-prefeita de Ribeirão Preto para anular o acordo de delação premiada do presidente destituído do Sindi­cato dos Servidores Municipais (SSM/RP), Wagner Rodrigues.

Em depoimento aos pro­motores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ele disse que a ex-chefe do Executivo ri­beirão-pretano recebeu propina de R$ 7 milhões da ex-advogada do sindicato, Maria Zuely Alves Librandi. Ambas estão presas e negam as acusações.

A defesa de Dárcy Vera, re­presentada pela advogada Maria Cláudia Seixas, alega que sua clien­te era prefeita quando a Operação Sevandija foi deflagrada, em 1º de setembro de 2016 – completará dois anos neste sábado –, e que o juiz Lúcio Alberto Enéas da Silva Ferreira, da 4ª Vara Criminal, não teria competência para ho­mologar a delação de Rodrigues porque a ex-chefe do Executivo teria foro privilegiado.

A defesa diz que a homologa­ção teria de ser feita pelo Tribunal de Justiça, mas o pedido foi ne­gado. De acordo com Rodrigues, o valor foi combinado para que Maria Zuely conseguisse receber os honorários advocatícios mi­lionários da ação de reposição de perdas do Plano Collor (década de 1990), aos quais ela não teria direito por ser contratada do sin­dicato. A advogada rebate essa ale­gação do Gaeco.

Para ter direito aos honorá­rios, segundo o Ministério Públi­co Estadual (MPE), a ata de uma assembleia dos servidores muni­cipais teria sido fraudada. O valor destinado a Maria Zuely seria de R$ 69,9 milhões, mas o Gaeco apurou que o suposto esquema desviou R$ 45 milhões.

Rodrigues também disse aos promotores que recebeu pro­pina de R$ 1,2 milhões e que outras pessoas como o ex-secre­tário municipal da Administra­ção, Marco Antonio dos Santos (R$ 2 milhões), e o também advogado Sandro Rovani (divi­diria R$ 11,8 milhões com o ex -presidente do SSM/RP) foram beneficiados. Todos negam.

A ex-prefeita responde por corrupção passiva, organização criminosa e peculato, crime em que o agente público se beneficia do cargo que exerce. Recente­mente enviou carta ao juiz da 4ª Vara Criminal pedindo que sua prisão preventiva fosse reforma­da para domiciliar por causa de uma doença renal que a acome­te desde 2013. O caso está sob análise do MPE. A defesa quer que ela se submeta a tratamento médico adequado.

Ela está na Penitenciária Fe­minina Santa Maria Eufrásia Pel­letier, em Tremembé, no Vale do Paraíba, há um ano e três meses, desde 19 de maio de 2017. Já en­trou com mais de 20 recursos e teve todos negados em várias ins­tâncias do Judiciário.

Além do próprio juiz da 4ª Vara, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Su­perior Tribunal de Justiça (STJ) e desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) já descartaram os argumentos apresentados pela defesa.

A ex-prefeita nega a práti­ca de crimes. Além dela, Maria Zuely, Rodrigues, Santos e San­dro Rovani, é réu nesta ação o advogado André Soares Hentz. O ex-presidente do SSM/RP foi o único a confirmar a existência de um esquema para desviar dinheiro da ação de perdas sa­lariais. Todos os demais réus ne­gam a prática de crimes.

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