O vereador Alessandro Maraca (MDB) postou, nas redes sociais, um vídeo em que mostra declarações consideradas por ele como contraditórias e, portanto, mentirosas do secretário municipal da Saúde, Sandro Scarpelini, em relação à Unidade de Pronto Atendimento da rua Cuiabá, no Sumarezinho (UPA Oeste).
O vídeo mostra o secretário durante a reunião da Comissão Permanente de Seguridade Social, Saúde, Previdência e Assistência Social da Câmara, na última quinta-feira, 13 de fevereiro, em que Scarpelini afirma, reiteradas vezes, ter comunicado a imprensa que a UPA não estava concluída e precisaria de reformas.
As obras de adequação estão orçadas em R$ 2,28 milhões e foram anunciadas no final de janeiro. Pode custar R$ 380 mil a mais (20%) que o valor da obra original, de R$ 1,9 milhão. O prédio está pronto desde dezembro de 2016, mas não pode ser inaugurado porque faltam mão de obra e equipamentos. A pasta não tem recursos para contratar o pessoal necessário e vai repassar a administração para uma Organização Social (OS).
A escolha da OS que vai administrar a UPA Oeste está na fase final e tem duas classificadas: a Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Assistência (Faepa), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMRP/USP), e a Associação Mahatma Gandhi, da cidade de Catanduva.
Segundo Scarpelini, a nova intervenção tem por objetivo corrigir erros do projeto original, entre eles a estrutura elétrica inadequada, pisos sem impermeabilizante, ausência de protetores de parede, caixa d’água menor do que a necessária e rampa de entrada fora dos padrões ideais. A UPA foi entregue à prefeitura na gestão da então prefeita Dárcy Vera (sem partido).
Em outro trecho do vídeo, o vereador publicou uma declaração do secretário ao programa Mentoria em Foco, da TV Thathi, exibido em 24 de setembro de 2018. Scarpelini afirma que a Unidade de Pronto Atendimento já estava pronta e que para inaugurá-la faltava apenas a contratação da OS. O projeto que autorizou a prefeitura a contratar a parceira foi aprovado pelos vereadores em 5 de dezembro de 2018. Com as novas reformas, a inauguração da unidade foi prorrogada pela terceira vez, e agora o prazo passou para o final deste ano.
Em nota ao Tirbuna, o secretário Sandro Sacarpelini reiterou que sempre afirmou que as obras tinham problemas. Diz o texto: “Reitero, mais uma vez, que desde o início desta gestão, fui transparente e informei, pela imprensa e na Câmara Municipal, que não havia dinheiro para colocar a UPA Oeste em funcionamento, além dos problemas estruturais que o projeto original que foi executado apresentava. Por isso a necessidade das adaptações no prédio que serão feitas para ainda no segundo semestre, para colocar a unidade de saúde em funcionamento para atender a população”, finaliza.