Tendo em vista as comemorações da “Semana do Trânsito” ocorridas entre 18 e 25 de setembro, este escriba resolveu se intrometer neste assunto, inclusive por dirigir desde os idos da década de cinquenta do século passado.
Assim é que tenho acompanhado pelas mídias, uma série de matérias a respeito do trânsito, principalmente de acidentes com resultados trágicos, causados por toda sorte de veículos automotores que circulam por nossa “Terra Brasilis”.
Não vou comentar os problemas de engenharia que existem na construção de nossas autovias, ou da má conservação herdada de administrações passadas, de nossas ruas, avenidas e assemelhados com os leitos carroçáveis em péssimo estado.
Vou comentar, isto sim, principalmente sobre aqueles que ficam atrás do volante, cartas de habilitação profissionais ou não, legislações arcaicas e obsoletas e porque não equipamentos que regulam o sistema viário também obsoletos que mais prejudicam do que ajudam. Então vamos lá:
Minha Carteira de Habilitação tem mais de meio século de existência e está em “excelentes condições de uso”. De quando fiz o exame para cá muitas coisas estão acontecendo e é importante que a modernidade, a informatização, a robotização e porque não a corrupção devam ser analisadas.
Herdamos de administrações passadas um sistema viário totalmente deteriorado, com sinalizações de tráfico sejam aéreas, luminosas ou de solo,ultrapassadas e a todo instante necessitando de manutenção.
O sistema de obtenção de carta de habilitação, em todos os níveis está ultrapassado, uma vez que a psicologia e a política de trânsito, para não dizer a qualidade dos veículos, vem mudando a cada década e as alterações necessárias para acompanhar tais modificações não ocorrem.
Os veículos automotores, sejam de passageiros ou transporte que transitam em nossas vias diferem, e muito, daqueles de poucos anos passados, a tal ponto que não apenas os agentes de trânsito, como também os motoristas devem fazer uma introspecção a respeito de suas responsabilidades no momento em que uns estão atuando para a melhoria do tráfego, os outros estão envoltos no próprio tráfego, de tal forma que acidentes não ocorram!
Isto posto, na próxima semana irei comentar a respeito de algumas idéias, particularmente para a Região Metropolitana de Ribeirão Preto onde temos em média por município, cerca de um veículo por habitante e Ribeirão Preto apresenta, segundo as últimas estatísticas 1,28 veículos/habitante, valor expressivo que deve ser analisado de forma científica por parte dos nossos administradores.
A semana que vem daremos continuidade a este relevante assunto. Para tanto estamos à disposição dos nossos leitores e das autoridades.