Tribuna Ribeirão
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O trânsito: a saga dos séculos XX E XXI (1)

Tendo em vista as comemorações da “Semana do Trânsi­to” ocorridas entre 18 e 25 de setembro, este escriba resolveu se intrometer neste assunto, inclusive por dirigir desde os idos da década de cinquenta do século passado.

Assim é que tenho acompanhado pelas mídias, uma série de matérias a respeito do trânsito, principalmente de aci­dentes com resultados trágicos, causados por toda sorte de veículos automotores que circulam por nossa “Terra Brasilis”.

Não vou comentar os problemas de engenharia que exis­tem na construção de nossas autovias, ou da má conservação herdada de administrações passadas, de nossas ruas, avenidas e assemelhados com os leitos carroçáveis em péssimo estado.

Vou comentar, isto sim, principalmente sobre aqueles que ficam atrás do volante, cartas de habilitação profissionais ou não, legislações arcaicas e obsoletas e porque não equipamen­tos que regulam o sistema viário também obsoletos que mais prejudicam do que ajudam. Então vamos lá:

Minha Carteira de Habilitação tem mais de meio sécu­lo de existência e está em “excelentes condições de uso”. De quando fiz o exame para cá muitas coisas estão acontecendo e é importante que a modernidade, a informatização, a roboti­zação e porque não a corrupção devam ser analisadas.

Herdamos de administrações passadas um sistema viário totalmente deteriorado, com sinalizações de tráfico sejam aéreas, luminosas ou de solo,ultrapassadas e a todo instante necessitando de manutenção.

O sistema de obtenção de carta de habilitação, em todos os níveis está ultrapassado, uma vez que a psicologia e a política de trânsito, para não dizer a qualidade dos veículos, vem mudando a cada década e as alterações necessárias para acompanhar tais modificações não ocorrem.

Os veículos automotores, sejam de passageiros ou trans­porte que transitam em nossas vias diferem, e muito, daque­les de poucos anos passados, a tal ponto que não apenas os agentes de trânsito, como também os motoristas devem fazer uma introspecção a respeito de suas responsabilidades no momento em que uns estão atuando para a melhoria do trá­fego, os outros estão envoltos no próprio tráfego, de tal forma que acidentes não ocorram!

Isto posto, na próxima semana irei comentar a respeito de algumas idéias, particularmente para a Região Metropolita­na de Ribeirão Preto onde temos em média por município, cerca de um veículo por habitante e Ribeirão Preto apresenta, segundo as últimas estatísticas 1,28 veículos/habitante, valor expressivo que deve ser analisado de forma científica por parte dos nossos administradores.

A semana que vem daremos continuidade a este relevante assunto. Para tanto estamos à disposição dos nossos leitores e das autoridades.

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