Tribuna Ribeirão
Política

O dia em que Dárcy Vera virou política

A trajetória política da ex-pre­feita Dárcy Vera completa 23 anos nesta terça-feira. Foi em 29 de maio de 1995 que ela, suplente do extinto PDS por causa dos 1.588 votos nas eleições de outubro de 1992, assumiu a vaga aberta na Câmara pela cassação de Fernan­do Chiarelli. Foi o início de uma carreira fulminante.

Após três mandatos na Câma­ra, Dárcy Vera foi eleita deputada estadual em 2006 com 140.702 votos. Dois anos depois, em 2008, venceu a eleição para a prefeitura de Ribeirão Preto no primeiro tur­no, com 154.793 votos (52,04% do total), tornando-se a primeira mu­lher a chefiar o Executivo local. Em 2012, conseguiu ser reeleita, ven­cendo no segundo turno o adver­sário Duarte Nogueira Júnior (atu­al prefeito, já no PSDB). Ela teve 155.265 votos (51,97% do total).

Na manhã do dia 2 de dezem­bro de 2016, Dárcy Vera foi presa preventivamente por ordem do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ/SP) e afastada do cargo de prefeita durante a Ope­ração “Mamãe Noel” – uma das etapas da Sevandija –, deflagrada pela Polícia Federal e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Fi­cou doze dias presa e saiu graças a um habeas corpus concedido pelo ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

No entanto, foi afastada do Executivo e também a proibida de ingressar em qualquer prédio público de Ribeirão Preto ou de se comunicar com funcionários públi­cos. Em 18 de maio de 2017, o STJ revogou o habeas corpus concedi­do a Dárcy Vera, por quatro votos a um. A maioria dos ministros consi­deraram que manter a ex-prefeita em liberdade poderia comprome­ter a instrução da ação penal e que existia no processo farto conteúdo probatório dos ilícitos.

Assim, Dárcy Vera foi nova­mente presa em sua casa, no dia 19 de maio do ano passado. Hoje ela cumpre pena em Tremembé junto a ex-secretários a outras pessoas acusadas de corrupção. Ela e os demais réus negam a prá­tica de atos ilícitos e dizem que vão provar inocência. Foi denun­ciada por corrupção passiva, pecu­lato e associação criminosa.

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