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O ano dos leigos!

Uma agradável surpresa nos reserva o ano que iniciamos há um mês. Apesar de muita insegurança, muitas decepções, mesmo com a avalanche da corrupção, atos terroristas, dentre tantos absurdos, nós não perdemos a esperança. Sabemos que podemos sonhar, planejar e acreditar pois, mesmo no meio de tanta confusão, o nosso Deus, que nos abençoa com a sua paz, também ilumina a nossa inteligência para vencermos o tédio do desânimo e a maldade a fim de construir e realizar o bem.

No ano novo é comum as pessoas fazerem listas de desejos, alguns fazem simpatias ou se vestem com roupa desta ou daquela cor para “atrair” sorte, riqueza e sei lá mais o que… e, depois do carnaval, já emendado com o Réveillon, só fica a ressaca! O bem que sonhamos e desejamos não está na lista de pedidos, nem na roupa ou nas lentilhas; se não nos decidirmos, nos empenharmos e mudarmos o rumo das nossas atitudes, os sonhos continuam sonhos. Um ditado antigo nos ensina que “quem quer faz”; assim, o que desejamos que aconteça neste novo ano depende das decisões e atitudes que tomamos já, agora!

Começamos o ano novo ouvindo o carinho de Deus para nós: – “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer sobre ti o seu rosto e tenha compaixão de ti; o Senhor te mostre a sua face e te dê a sua Paz!” (cf. Nm 6,22-26) Deus nos abençoa, nos ilumina e nos estimula a viver conforme sua Palavra os sugere, ou seja, estimulando o amor, a fraternidade e a justiça e evitando o mal e suas manifestações através de atitudes que respeitem a vida e o ser humano lembrando sempre que o homem e a mulher são criados “à imagem e semelhança de Deus”! Precisamos vencer todo pessimismo que tenta desencorajar a alegria esperançosa do coração humano. Papa Francisco disse que “o pessimismo não é cristão”!

Falando em boa surpresa, teremos neste ano uma reflexão profunda sobre o “ministério” de nossos cristãos leigos e leigas, seu papel fundamental na evangelização e na construção da sociedade que tem como alicerce o Evangelho. Aliás, é muito oportuno que sejam valorizados os leigos em sua tarefa que já realizam em nossas comunidades e que não rivalizam com os membros do clero. A Igreja é organizada de modo hierárquico, porém, ela é o “povo de Deus” e o “corpo de Cristo” no qual tudo e todos tendem para a unidade e a comunhão.

Será o ano de valorizar o sacerdócio comum dos fiéis que nos é conferido no batismo e que faz da Igreja também ser o “povo sacerdotal” que intercede e reza, que celebra, evangeliza e lança no terreno da sociedade as sementes do Evangelho, que serve na caridade e ilumina com a prática das boas obras. Será o tempo de formarmos mais lideranças, de aprofundarmos os conteúdos da nossa fé e renovar nosso empenho missionário e evangelizador.

Será também o ano de lembrar que os leigos não são “menos” que o clero. Já dizia o grande e santo Dom Hélder a esse respeito: “eu não sou mais importante, a minha responsabilidade é maior; sou o pastor a conduzir o rebanho”! Assim, neste ano de eleições, de copa do mundo, incentivemos nossos catequistas, ministros, cantores, animadores de comunidades a viver com mais alegria e esperança a nossa missão de povo de Deus que ainda caminha neste deserto das cidades que podem se transformar num imenso e frondoso jardim.

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