Com o apoio da Nasa e da Agência Espacial Canadense (CSA), o Deep Space Food Challenge (Desafio Alimentar do Espaço Profundo, em tradução livre — DSFC) entra agora em sua segunda etapa.
Criado pela Fundação Methuselah, uma organização dos EUA sem fins lucrativos voltada para engenharia de tecidos e terapias de medicina regenerativa, o desafio visa premiar novas tecnologias ou sistemas que requeiram insumos mínimos e maximizem a produção de alimentos seguros, nutritivos e saborosos para missões espaciais de longa duração, que também tenham potencial para beneficiar as pessoas na Terra.

Imagem: Paulo Hercílio Viegas Rodrigues – ESALQ-USP
No fim de outubro passado, foram anunciados os vencedores da primeira etapa. Entre os destaques internacionais da competição, cujos vitoriosos foram todos dos EUA (confira a lista aqui), estava uma equipe brasileira formada por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ-USP), unidade situada em Piracicaba (SP).
Cada um dos 18 projetos vencedores da fase 1 (apresentação de projetos) recebeu US$25 mil (o equivalente a quase R$141 mil). A premiação total somou US$450 mil (o que ultrapassa R$2,5 milhões).
Agora, chegou o momento das equipes selecionadas (os 18 vencedores americanos mais os destaques internacionais que obtiveram aporte financeiro para prosseguirem na competição) fazerem seus protótipos e demonstrações de aplicação. A organização do evento vai identificar tecnologias de produção de alimentos que:
- Ajudem a preencher lacunas alimentares para uma tripulação de quatro membros para uma missão de exploração de três anos de ida e volta sem reabastecimento;
- Melhorem a acessibilidade dos alimentos na Terra, em particular, via produção diretamente em centros urbanos e em ambientes remotos e hostis;
- Alcancem a maior quantidade de produção de alimentos com insumos mínimos e resíduos mínimos;
- Criem uma variedade de alimentos palatáveis, nutritivos e seguros que exijam pouco tempo de processamento para os membros da tripulação.
Como serão feitas as premiações da Nasa
Segundo a Nasa, a fase 2 oferece uma bolsa de prêmios total de US$1 milhão (R$5,5 milhões) e busca incentivar as equipes classificadas a desenvolver novas tecnologias e/ou sistemas para a produção de alimentos que não precisam atender às necessidades nutricionais completas das futuras tripulações, mas podem contribuir significativamente e ser integrados a um sistema alimentar abrangente.
Ainda de acordo com a agência norte-americana, a CSA fornecerá sua própria bolsa de prêmios para os times canadenses que se sagrarem vencedores.
As equipes dos EUA que ficarem entre os 10 melhores pontuadores serão nomeados “finalistas” e receberão US$20 mil cada da Nasa. Esses times passarão a competir na demonstração final.
Após a demonstração final, as cinco melhores equipes norte-americanas serão premiadas com US$150 mil cada e poderão competir na terceira fase. Além disso, US$50 mil estarão disponíveis para prêmios bônus para até 5 equipes dos EUA a serem premiadas quando os finalistas forem anunciados.
Segundo a Nasa, as equipes americanas não precisam ser nomeadas como finalistas para receber o prêmio bônus, devendo apenas cumprir os requisitos de elegibilidade.
Em relação aos destaques internacionais, as cinco equipes que pontuarem melhor serão reconhecidas como “finalistas”, e as três melhores serão reconhecidas como vencedoras da fase 2 do desafio. No entanto, as equipes internacionais não são elegíveis para receber o prêmio em dinheiro da Nasa.
As inscrições vão até o dia 28 deste mês, e os vencedores serão revelados no dia 20 de maio.
Via Olhardigital