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Mundial feminino – Servidores federais terão ponto facultativo na Copa

Servidores públicos fede­rais terão ponto facultativo du­rante jogos da seleção brasilei­ra feminina de futebol na Copa do Mundo da Austrália e Nova Zelândia de 2023. O Ministé­rio da Gestão e Inovação pu­blicará nesta terça-feira, 18 de julho, uma portaria no Diário Oficial da União com a adoção da medida que permitirá a fol­ga do trabalho de colaborado­res para assistirem às partidas.

A flexibilização já é tra­dicional em jogos da seleção masculina e ocorreu na Copa do Mundo do Catar de 2022. No entanto, é nova para uma competição feminina, que será contemplada com o ponto fa­cultativo pela primeira vez. A ideia partiu de pedido da mi­nistra do Esporte, Ana Moser, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), feito no começo do mês quando ambos acom­panharam treinos da equipe no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

O Tribuna questionou a prefeitura de Ribeirão Preto nesta segunda-feira (17) para saber se a administração Du­arte Nogueira (PSDB) seguiria o governo federal. Porém, não obteve retorno até o fechamen­to desta edição. O governo Tar­císio de Freitas (Republicanos) também não se manifestou pu­blicamente ainda sobre a pos­sibilidade de decretar ponto facultativo para os servidores do Estado de São Paulo.

A medida funcionará da seguinte maneira: o expedien­te terá início às onze horas em dias que os jogos come­çarem às 7h30 no horário de Brasília e ao meio-dia quando iniciarem às oito horas. O do­cumento ainda prevê a com­pensação de horas não tra­balhadas até 29 de dezembro. Ana Moser vê a medida como um passo para maior inclusão das mulheres na cultura e dia a dia dos brasileiros.

“Coloca o esporte feminino em um lugar de mais destaque”, disse a ministra ao Estadão, destacando também a repre­sentatividade: “Imagina quan­tas meninas vão ver mulheres jogando a Copa do Mundo com todos em casa podendo assistir aos jogos. É colocar o futebol feminino mais próximo da cultura das famílias”.

A ministra ainda acrescen­tou que o ponto facultativo pode ajudar no crescimento da modalidade. “É lógico que, de muitas maneiras, o futebol fe­minino ainda está longe do fu­tebol masculino, mas são ações como essa que vão potenciali­zando a inclusão das mulheres, e isso, culturalmente, é gran­de”, comentou.

“É um pequeno gesto, mas é de pequenos gestos somados que vamos alimentar a amplia­ção da cultura do futebol para que cresça e inclua as mulhe­res”, finalizou Ana Moser. A estreia da seleção brasileira está marcada para 24 de julho, às oito horas, contra o Panamá, no Hindmarsh Stadium.

O segundo jogo será no dia 29, frente à França, às sete horas no Sidney Football Sta­dium, e o fechamento da fase de grupos em 2 de agosto, con­tra a Jamaica, no Melbourne Rectangular Stadium, também às sete horas. Todas as partidas serão disputadas na Austrália.

O Brasil nunca foi campeão da Copa do Mundo Feminina, sendo o melhor resultado um vice-campeonato para a Ale­manha em 2007. Na última edição, em 2019, a equipe foi eliminada nas oitavas de final para as francesas. Há uma mo­vimentação por parte de Ana Moser para que o País se can­didate como sede do Mundial de 2027.

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