Por: Adalberto Luque
Uma mulher de 35 anos registrou, no sábado (4), um Boletim de Ocorrência (BO) contra o promotor de Justiça de Ribeirão Preto, Wanderley Baptista da Trindade Júnior. Segundo a mulher, que está grávida de seis meses, eles teriam uma relação estável há quatro anos.
No BO, a vítima alega que o promotor estaria alcoolizado no momento da discussão. Ela contou ter sido ofendida e agredida com socos e chutes. No registro da ocorrência, a mulher relatou que a discussão começou em um sítio onde os dois moram em Cravinhos.
No relato feito na Polícia Civil, consta que Trindade Júnior teria proferido ofensas e, no decorrer da desavença, teria dito para que ela fosse embora da casa. A mulher disse estar grávida do promotor e informou ter dado um tapa nele para cessar a discussão.
O promotor teria iniciado as agressões dando um empurrão e desferindo socos e chutes. A briga foi presenciada por uma funcionária do sítio, que teria amparado a vítima, evitando que ela caísse no chão.
A mulher foi trazida até a Central de Polícia Judiciária (CPJ), no Centro de Ribeirão Preto, onde o BO foi elaborado. Em seguida, a Polícia Civil teria informado o caso ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) e ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
Consta que o TJSP teria expedido uma medida protetiva no domingo (5), proibindo o promotor se se aproximar ou manter contato com a vítima. O caso foi registrado como lesão corporal, violência doméstica e injúria.
Sem declarações
Procurada pela reportagem, a advogada Cláudia Seixas, responsável pela defesa de Wanderley Trindade Júnior, disse que neste momento não vai se manifestar.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP), informou que a ocorrência foi registrada como injúria, violência doméstica e lesão corporal na Central de Polícia Judiciária de Ribeirão Preto no último sábado (4) e encaminhada à Procuradoria-Geral de Justiça do MPSP.
O TPSJ informou que “pedidos de medida protetiva tramitam em segredo de justiça, portanto não temos informações.”
MPSP
O MP divulgou uma nota sobre o registro da ocorrência envolvendo violência doméstica. Leia a íntegra:
“O MPSP informa que a Procuradoria-Geral de Justiça, assim que foi informada pela Polícia Judiciária sobre o registro de ocorrência relativo à violência doméstica, ajuizou pedido de medidas protetivas no plantão de segundo grau do Tribunal de Justiça.”
“Houve também comunicação dos fatos à Corregedoria, bem como Instauração de Procedimentos Investigatório Criminal no âmbito do Setor de Competência Originária para investigar a conduta do promotor. Nesta investigação, serão apurados os fatos e tomadas as devidas providências que o caso requer, de acordo com a legislação em vigor e com absoluto respeito ao devido processo legal, dispensando-se à vítima toda a assistência da qual necessite.”