Tribuna Ribeirão
Geral

Mortes por covid recuam 70,6%

ADRIANO MACHADO/REUTERS

Ribeirão Preto registrou mais seis mortes por covid-19, segundo o Boletim Epidemio­lógico da Secretaria Municipal da Saúde, e pode superar a bar­reira de 2.600 óbitos até o final deste mês. Porém, a incidência de casos fatais vem desacele­rando nos últimos dias, refle­xo do avanço da vacinação e também do lockdown imposto entre 27 de maio e 6 de junho.

Nesta segunda-feira, 5 de julho, o número de falecimen­tos em decorrência da doença chegou a 2.573, alta de 0,2% em relação às 2.567 compu­tadas até sexta-feira (2). Maio terminou com 363 mortes, quase doze por dia, segundo os dados oficiais. Já é o segundo mês com mais óbitos da pan­demia, atrás de março (400, treze por dia, o período com mais óbitos). O recorde do ano passado pertence a julho (244).

São 342 mortes em junho, onze por dia, mas apenas 101 aparecem no balanço oficial. Já é o terceiro mês com mais óbitos da pandemia, à frente de abril (330) deste ano – o bo­letim aponta 284 ocorrências oficiais. Ainda não há, oficial­mente, registros em julho, mas sete casos já foram anuncia­dos. Janeiro soma 172. São 209 casos em fevereiro. O recorde de falecimentos anunciados em um único boletim pertence a 14 de junho, de 36.

Superou o de 8 de junho, de 33 óbitos. Antes era de 6 de abril, de 32 vítimas fatais. O total de mortes por covid-19 em menos de seis meses de 2021, de 1.529, já é 46,5% superior ao registrado em nove meses do ano passado (de março a dezembro), de 1.044 óbitos. São 485 a mais. O recor­de de falecimentos em 24 horas é de 3 de junho, de 26 óbitos, contra 23 de 1º de abril. Antes da segunda onda de covid-19 era de 24 de julho de 2020, de 13.

De 26 de março de 2020, data do primeiro óbito, a 15 de janeiro deste ano, data da milési­ma morte, foram 297 dias. Para chegar a dois mil foram 122 dias. As ocorrências fatais do último boletim foram registradas em um período de 72 horas, entre 1º de julho e o último sábado (3). As vítimas são dois homens de 78 anos e quatro mulheres de 39, 55, 58 e 78 anos.

Quatro pacientes estavam internados em hospitais públi­cos e dois morreram em insti­tuições particulares. A mulher de 39 e a idosa de 78 anos não ti­nham comorbidades e ou outros problemas de saúde. As outras quatro pessoas eram portadoras de doenças graves. Três tinham menos de 60 anos.

A tendência é de queda na comparação semanal. Entre 21 e 27 de junho ocorreram 51 fale­cimentos na cidade, cerca de um falecimento a cada três horas e 18 minutos. Nos sete dias subse­quentes, entre 28 de junho e 4 de julho, foram confirmados mais 15 óbitos, um a cada onze horas e doze minutos, recuo de 70,6% e 36 casos a menos.

Se comparação considerar o período de 14 dias, a tendência também é de queda. Entre 7 e 20 de junho foram 178 mortes, um falecimento a cada uma hora e 53 minutos. Entre 21 de junho e 4 de julho a cidade registrou 66 óbitos, cerca de um a cada cin­co horas e cinco minutos, 112 a menos e recuo de 62,9% em relação ao período anterior. São 244 no total de 28 dias.

Os meses com menos faleci­mentos são março de 2020 (dois, a pandemia começou em mea­dos do mês em Ribeirão Preto) e abril do ano passado (onze). A taxa de letalidade da pandemia caiu de 2,8% para 2,7% – che­gou a 4,9% em abril e a 5,3% em maio do ano passado. Nes­te ano, até agora, a taxa era de 2% em janeiro, 4,2% em feve­reiro e 4,1% em março, 3,6% em abril e chegou a 3,3% em maio e fechou junho em 1,1%.

A média neste ano subiu agora de 2,5% para 2,7% em março, em abril passou de 2,8% para 2,9%, subiu para 3% em maio e agora caiu para 2,9%, ainda acima dos índices regional (2,6%), mundial (2,2%) e nacio­nal (2,8%) e abaixo do estadual (3,4%). A taxa de incidência de óbitos em 14 dias por 100 mil habitantes estava em 16,58 em 30 de abril, em 5 de maio, estava em 14,89, no dia 6 era de 14,05 e em 7 de maio recuou para 12,92. Em 1º de março apontava 5,62.

Por sexo, as vítimas da covid-19 são 1.428 homens (55,5%) e 1.145 mulheres (44,5%). A mais jovem em toda a pandemia é o bebê de um mês que morreu em 22 de junho. A se­gunda é um menino de seis me­ses que faleceu em 12 de junho. A menina de três anos que mor­reu em 1º de junho deste ano é a segunda. A mais idosa é uma senhora de 102 anos que faleceu no dia 2 de fevereiro de 2021.

O município de Ribeirão Preto superou a marca de 94 mil pacientes infectados pelo Sars-CoV-2 – são 94.053. O Boletim Epidemiológico do Departamento de Vigilância em Saúde contabiliza a data do início dos sintomas e do diag­nóstico da doença.

Vacinação
Segundo balanço divulgado pelo “Vacinômetro”, até as 19h20 desta segunda-feira, 5 de julho, Ribeirão Preto havia aplicado 397.111 doses de vacina contra a covid-19. Segundo o site, Ribei­rão Preto recebeu mais 10.540 doses de imunizantes no dia 30 de junho, saltando de 416.902 para 427.442. De acordo com a ferramenta, 297.715 pessoas já foram imunizadas (primeira dose) na cidade.

Estes “ribeirão-pretanos” re­presentam 41,8% da população, estimada em 711.825 pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, 95.596 receberam a segunda dose (13,4% da po­pulação). Outras 3.800 pessoas receberam a vacina da Janssem, em dose única (0,5% dos mo­radores). Ou seja, 301.515 ha­bitantes já receberam ao menos uma dose (42,4%).

Postagens relacionadas

Brasil tem nova cesta de alimentos 

William Teodoro

Fifa anuncia logo da Copa do Mundo de 2026 em evento com Ronaldo nos EUA

William Teodoro

Supermercados deverão ter carrinhos de compras adaptáveis

Redação 1

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Política de Privacidade

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com