Tribuna Ribeirão
Economia

Mercado prevê PIB em queda de 6,50%

MARCELLO CASAL JR./AG.BR.

A previsão do mercado fi­nanceiro para a queda da econo­mia brasileira este ano foi ajus­tada de 6,51% para 6,50%. Há quatro semanas, a estimativa era de baixa de 5,89%. A projeção de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – está no boletim Focus, publica­ção divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC).

Para 2021, o mercado finan­ceiro manteve a previsão do PIB, de alta de 3,50%. Na semana passada, o BC informou que seu Índice de Atividade (IBC-Br) re­cuou 9,73% em abril ante mar­ço, na série com ajustes sazonais. Foi o maior recuo da história em um único mês. Para 2022 e 2023, a expansão é projetada em 2,50%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar.

No Focus agora divulgado, a projeção para a produção industrial de 2020 foi de baixa de 5,44% para queda de 5,50%. Há um mês, estava em baixa de 3,68%. No caso de 2021, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,50%, ante 2,50% de quatro semanas antes.

O PIB caiu 6,1% no trimes­tre encerrado em abril deste ano, na comparação com o trimestre finalizado em janeiro, segundo o Monitor do PIB, divulgado nes­ta segunda-feira, 22 de junho, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Neste período, apenas a agropecuária teve crescimento (1,9%). A indústria e os serviços anotaram quedas.

A indústria recuou 9,1%, com destaque para a indústria da transformação, que caiu 12,5%. Já os serviços diminuíram 10,7%. As maiores perdas foram observadas nos outros serviços, que diminuíram 22,1%. Nessa categoria, se enquadram setores como alimentação fora de casa, alojamento e serviços domésti­cos, entre outros.

Inflação
As instituições financeiras consultadas pelo BC ajustaram a projeção para o Índice Na­cional de Preços ao Consumi­dor Amplo (IPCA) de 1,60% para 1,61%. Há um mês, esta­va em 1,57%. Para 2021, a esti­mativa de inflação permanece em 3%. Quatro semanas atrás, estava em 3,14%. A previsão para os anos seguintes – 2022 e 2023 – também não teve al­terações: 3,50%. Há quatro semanas, essas projeções esta­vam no mesmo patamar para ambos os casos.

A projeção para 2020 está abaixo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conse­lho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto per­centual para cima ou para bai­xo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%. Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%, também com in­tervalo de 1,5 ponto percentu­al em cada ano.

Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2,25% ao ano, a mes­ma previsão da semana passa­da. Para o fim de 2021, a expec­tativa é que a taxa básica chegue a 3% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 5% ao ano e para o final de 2023, 6% ao ano.

Dólar
A previsão para a cotação do dólar permanece em R$ 5,20, ao final deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a moe­da americana fique em R$ 5.

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