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‘Máquinas do Mundo’ chega a RP 

"Máquinas do Mundo" é uma obra híbrida composta por multilinguagens, que reúne narrativa, artes visuais, ação cênica ao vivo e instalação em movimento  

Máquina de ver mundos composta de múltiplas linguagens como literatura, artes visuais, figurinos, iluminação, trilha sonora e atuação (Renato Mangolin )

Partindo das máquinas de Carlos Drummond de Andrade (o poema “A Máquina do Mundo”), Clarice Lispector (um capítulo de “A Paixão Segundo G.H.”) e Machado de Assis (“O delírio de Brás Cubas”), “Máquinas do Mundo” é o disparador de uma máquina de ver mundos composta de múltiplas linguagens como literatura, artes visuais, figurinos, iluminação, trilha sonora e atuação

“Máquinas do Mundo” é uma obra híbrida composta por multilinguagens, que reúne narrativa, artes visuais, ação cênica ao vivo e instalação em movimento. Idealizada pela artista visual Laura Vinci e desenvolvida coletivamente por profissionais de diferentes práticas artísticas, estará em cartaz em Ribeirão Preto neste final de semana, entre sexta-feira (2) e d9omingo, 4 de agosto.

A instalação “Máquinas do Mundo” e as performances têm classificação indicativa livre para todas as idades. Os bate-papos e as oficinas culturais são indicados para maiores de 16 anos. Criada em diálogo intrínseco ao lugar onde se encontra, a obra em site specific abrange instalação de artes visuais para visitação pública, performances, bate-papos e oficinas, sempre com acessibilidade a todos os públicos.

Em Ribeirão Preto, a performance será às 20 horas desta sexta-feira e no sábado (3), seguida de bate-papo. No domingo, será às 18 horas, com audiodescrição. A instalação pode ser visitada no sábado, das 14 às 19 horas. No domingo, vai das 14 às 17 horas.

Entre duas e seis da tarde haverá a oficina viewpoints com Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). Às 16 horas haverá visita guiada e tátil. Será na sede do Instituto Figueiredo Ferraz, na  rua Maestro Ignácio Stábile nº 200, Alto da Boa Vista, Zona Sul. O local tem capacidade para 45 pessoas 

Criar máquinas de ver novos mundos foi o mote da criação de “Máquinas do Mundo”, obra-performance-instalação inspirada no poema de Carlos Drummond de Andrade “A Máquina do Mundo”, publicado originalmente em “Claro Enigma” (1951) e considerado uma das obras-primas do escritor mineiro.

Posteriormente entrou no livro lançado em 2018 pela Companhia das Letras, “Maquinação do Mundo: Drummond e a Mineração” (304 páginas), de José Miguel Wisnik, consultor do projeto. Somados a Drummond, Clarice Lispector e Machado de Assis, autores de grande importância para a literatura nacional.

As potencialidades estéticas contidas nos textos literários “O delírio de Brás Cubas” (Capítulo VII de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis), e um capítulo de “A Paixão segundo G.H.”, de Clarice Lispector, foram igualmente investigados pelos artistas.

“Os três textos, do ponto de vista teatral, são máquinas de ações envolvendo corpos, elementos concretos e etéreos, vestuário, luz, sons e palavras que apresentam um estado de coisas que nos remete a um estado de atualidade”, comenta Laura Vinci, artista visual idealizadora da obra.

Como numa engrenagem de muitas peças, são obras literárias que se comunicam entre si a partir de situações de encontro entre o Homem, a Máquina e a Natureza.  “Cada apresentação é adaptada ao espaço em que ocorre, permitindo uma experiência singular e impactante, que nasce da interação entre a obra, o público e o espaço”, diz Laura.

Através da maquinação de Drummond que vê na máquina o próprio mundo e os seus dispositivos de dominação e exploração, vislumbra-se o diálogo amplificado das personagens de Machado e Clarice: Brás Cubas em seu delírio pós-morte com Pandora, entidade da Natureza e em Clarice, com a mulher.

Os elementos contidos na obra-instalação permitem interações variadas com o espaço físico onde é montada  e onde ocorre a ação performativa. A forma como eles se combinam no desenvolvimento de cada apresentação fazem de “Máquinas do Mundo” uma experiência única. A obra pode ser vista tanto como uma instalação quanto como uma cena, independentemente da presença dos atores.

A interação entre a obra e o ambiente cria um diálogo enriquecedor, despertando reflexões sobre a relação entre arte, espaço e sociedade. A influência do local modifica e agrega significados distintos à criação, permitindo interseções e interpretações do público, promovendo uma conexão emocional e simbólica entre a arte, o ambiente e a própria história local.

Sinopse – “Máquinas do Mundo” é uma obra de multilinguagens idealizada por Laura Vinci e desenvolvida coletivamente por artistas de diferentes vocações. Situado entre as artes plásticas, a literatura e o teatro, se localiza na zona de contágio entre essas diferentes práticas artísticas, através de um experimento performativo site specific que reúne narrativa, artes visuais, ação cênica ao vivo e instalação em movimento.

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