Tribuna Ribeirão
Cultura

LP de Dimi Zunquê, de 92, é vendido por até R$ 1.2 mil

Um disco lançado pelo can­tor e compositor ribeirão-pre­tano Dimi Zumquê em 1992 está fazendo barulho nas redes sociais. Gravado no formato LP (long play), também conhecido como bolacha ou disco de vinil, e anterior ao CD, o disco intitu­lado “Ritmos”, com uma capa toda colorida – aquarela do ar­tista Ruy Alonso -, foi destaca­do pelo pesquisador e colecio­nador do Rio Renan Trindade, que elogiou a qualidade de to­das as faixas e sugeriu a aquisi­ção aos fãs do vinil. Detalhe: no LP, o músico ainda usava seu nome de batismo: Edmilson.

Alertado por um amigo sobre o post na rede social, seguido por vários comentá­rios elogiosos e pelo contato de mais dois colecionadores do Rio Grande do Sul e do Distrito Federal, Dimi ficou surpreso e emocionado ao ver o renascimento de seu primeiro trabalho e descobrir que o LP está sendo vendido para colecionadores por R$ 350 em média, tendo sido oferecido em um site espe­cializado na venda de discos (www.discosgs.com), por até R$ 1.200 para estrangeiros.

A gravação do disco, fei­ta quando o cantor tinha 25 anos, rendeu poucas cópias e foi bancada por ele mesmo com o dinheiro que recebia por apresentações em bares de Ribeirão. O LP virou obje­to de desejo por sua qualida­de, mas também por ser raro, já que foi lançado na época do ocaso do vinil e do surgimen­to da nova mídia, o CD. O artista chegou a vender algu­mas unidades no bar em que tocava em 1992 (antiga Cho­peria Flerte, da avenida Nove de Julho), mas ficou frustrado por sempre ouvir a pergunta: “Não tem o disco em CD?”

Dimi, que gravou quatro CDs depois, ganhou mui­tos festivais pelo país e abriu shows de grandes artistas em Ribeirão como Luiz Melodia, diz que a maioria das cópias que guardava foram atacadas por cupins, que destruíram as capas e inutilizaram o vinil. Mas, agora, animado com a repercussão tardia do trabalho, ele já pensa em preparar um show comemorativo do disco que faz 30 anos em 2022, com participação de alguns dos músicos da gravação original, e a presença nos vocais das fi­lhas Luisa Farias e Julia Lilás, de 18 anos e 15 anos, que nas­ceram bem depois de “Ritmos”.

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