Correntes divergentes
Certa feita, Ribeirão Preto testemunhou uma disputa acirrada sobre o local de uma grande indústria na cidade. A polêmica envolvia em qual área a unidade fabril iria funcionar. Interesses conflitantes de dois grupos geraram a confusão – um deles alegava que a medida poderia prejudicar terceiros. Os investidores ficaram traumatizados com o confronto de leis apresentadas e estavam quase construindo a fábrica em Araraquara. A atuação do prefeito da época conseguiu salvar os quase 2.500 empregos. Ficou patente que existe a necessidade de uma legislação específica para que os investidores tenham balizamento e definição das regras a serem seguidas.
Distrito Empresarial
Atualmente, há uma legislação para disciplinar o acesso de interessados ao chamado Distrito Empresarial. No entanto, especialistas garantem que há necessidade de se elaborar mais leis para locais onde seria possível implantar novas indústrias, fora da área delimitada, com o cuidado de se preservar as condições ambientais e impedir a poluição de qualquer tipo. No Plano Diretor existe arcabouço legal para esta finalidade.
Exemplo de Cravinhos
O prefeito de Cravinhos, José Luiz Carrascosa (PSDB), o “Boi”, tem um posicionamento bem claro sobre a industrialização de seu município: ele fica à frente das negociações e o empreendedor fala direto com o chefe do Executivo, que aciona suas equipes. O telefone particular dele é disponibilizado nos painéis em que a cidade convida os investidores a levar seus projetos para aquela área, que tinha na agricultura seu ponto forte da economia. Ele conseguiu multiplicar a arrecadação de sua comuna e gerar empregos para seus munícipes, transformando o centro industrial em geração de empregos para a região, incluindo Ribeirão Preto.
Cidade dormitório
Cravinhos era uma cidade dormitório. Sua juventude precisava pegar o ônibus toda manhã para se deslocar até Ribeirão Preto para “ganhar o pão de cada dia”. O próprio Carrascosa dizia que os amigos acompanhavam os trabalhadores até o ponto de ônibus. Com orgulho, diz que “mudou o eixo” da geração de empregos. Atualmente, há um fluxo de trabalhadores de várias localidades em direção ao parque fabril cravinhense. Gerou milhares de empregos, aumentou em muito a arrecadação da prefeitura e ampliou a infraestrutura para abrigar quem se mudou para a área urbana.