Tribuna Ribeirão
Geral

Larga Brasa

Retiro no período carnavalesco
Em uma região bem distante de Ribeirão Preto havia um senhora da alta sociedade, bem casada e sempre pronta a auxiliar aos mais carentes. Era o símbolo da dona de casa exemplar. Sempre zelou pelas campanhas de solidariedade de sua cidade e região. Os padres, quando necessitavam de um exemplo para apontar aos paroquianos, era o dela, da recata­da senhora que era citado. E assim se passaram os anos.

Carnaval de reflexões
Em uma única ocasião ela deixava o recôndito de seu lar para viajar até ao Rio de Janeiro para um retiro espiritual no Con­vento das Carmelitas, que se situava no alto de um morro no centro da ex-capital federal. Era sagrado: época carnavalesca, retiro espiritual e ponto final. Na quarta-feira de Cinzas ela voltava de avião até São Paulo e no Aeroporto de Congonhas o seu motorista a pegava para ir até a região em que tinha plena influência e era exemplo.

Um dia a casa cai
Como dizia a música carnavalesca: -“Um dia a casa cai”. Che­gou o Carnaval. Ela aprontou a mala. Arrumou as suas roupas mais discretas, geralmente pretas, e no seu carro foi com o motorista que servia a família para a capital dos paulistanos, rumo a Congonhas. Despediu-se e pegou o avião maior rumo ao Rio, caminho do Convento das Carmelitas. Só que ocorreu um pequeno desvio de rota. Ao invés de ir para a rua Chile ela foi para o aterro do Flamengo para o Hotel Gloria, local onde aconteciam os mais quentes bailes carnavalescos. Hospedou­-se e já no primeiro dia participou do “Gala Gay”, que depois mudou de nome para “Gala G”, pois um advogado de nossa região havia registrado a patente do nome “Gay” e ninguém poderia usá-lo. Foi à festa. Os másculos cariocas extraídos das academias lá estavam de prontidão para levar em seus espadaúdos corpos as lindas dondocas seminuas, a explodir de paixões e alegria incontida. De salão em salão ela partici­pou, como sempre o fazia tendo como pano de fundo o Con­vento das Carmelitas. Depois dos quatro dias, na quarta-feira de Cinzas ela retornou fazendo o mesmo trajeto da ida. Com o rosto compungido e vestido escuro próprio para velório ela se arrumou para a volta e certa de que ninguém iria desconfiar de suas folias incontidas. Cumprimentou o seu motorista em São Paulo e voltou para casa. Ninguém disse nada, mas a vi­zinhança fez o acompanhamento de sua chegada com muitos risinhos e piadas. O sarcasmo estava implícito nos cumpri­mentos com sorrisos entre dentes.

Revistas expõem a exemplar senhora
Naquele tempo havia Fatos e Fotos, Cruzeiro, Manchete e ou­tras mais apimentadas. Nas capas de todas elas estava a ilus­tre dama da sociedade encarapitada nos ombros dos guapos rapazes de academias, sem quase nada a lhe cobrir as partes intimas. Foi um alvoroço. Quando chegaram às bancas os amigos da ilustre foliã compraram todas as revistas e quem pretendesse ver a “escorregada” da dama do Convento das Carmelitas, precisaria ir a qualquer salão de beleza de uma grande cidade centro de sua região para bisbilhotar e tricotar. Por um período longo ela não saiu às ruas da pequena cida­de em que reinou por muito tempo. Os padres não a citavam como exemplo mais nas missas dominicais. Até hoje se conta esta história na pacata cidade próxima de Minas Gerais.

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