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Julho registra inflação de 0,38% 

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo acelerou de 0,21% em junho para 0,38% em julho; sobe 2,87% no ano e 4,50% em doze meses 

Foto: José Cruz/Agência Brasil

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – indexador oficial – acelerou de 0,21% em junho para 0,38% em julho, após alta de|0,46% em maio, 0,38% em abril, 0,16% em março, 0,83% em fevereiro e 0,42% em janeiro. Os dados foram divulgados na manhã desta sexta-feira, 9 de agosto, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  
 
A alta de 0,38% em julho foi o resultado mais alto para o mês desde 2021, quando ficou em 0,96%. No mesmo mês do ano passado, a taxa tinha sido mais baixa, de 0,12%. A taxa acumulada pela inflação no ano está em 2,87%, ante 2,48% até junho e 2,27% até maio e 1,80% até abril. Como consequência, o índice em doze meses acelerou pelo terceiro mês consecutivo. 
 
Passou de 4,23% em junho para 4,50%, maior patamar desde fevereiro (ou dezembro e 2023, 4,62%) deste ano, quando também estava em 4,50%. Era de 3,93% até maio. Estava em 3,69% até abril – a menor desde junho de 2023, quando estava em 3,16%. A meta de inflação perseguida pelo Banco Central em 2024 é de 3,0%, com teto de tolerância de 4,50%. 
 
Vilões – O resultado foi puxado principalmente pelo preço da gasolina, passagens de avião e energia elétrica. Sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram alta de preços. A maior pressão ficou com Transportes, que subiu 1,82% e representa impacto de 0,37 ponto percentual (p.p.). Em junho, havia gerado contribuição negativa de 0,04 ponto percentual na inflação de 0,21%. 
 
Dentro dos Transportes, o principal aumento veio da gasolina, que subiu 3,15% e representa individualmente o maior impacto dentre todos os produtos apurados (0,16 p.p). As passagens aéreas ficaram 19,39% mais caras em julho, contribuindo com 0,11 p.p. do IPCA. 
 
Férias – Segundo o gerente do IPCA, André Almeida, as férias escolares de julho favoreceram o aumento nos preços dos bilhetes de avião. O grupo Habitação também pressionou, com alta de 0,77%, contribuição de 0,12 ponto percentual. A terceira maior influência individual para a aceleração da inflação em julho foi a tarifa de energia elétrica residencial. 
 
Subiu 1,93%, representando impacto de 0,08 p.p. “Passou a vigorar a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kwh, ocasionando elevação de preços”, explica Almeida. O preço de Alimentos e bebidas caíram 1% em julho e deram o maior alívio para a inflação (-0,12 p.p.).  
 
Dentro do grupo, o item alimentação no domicílio apresentou recuo de preços (-1,51%) pela primeira vez em nove meses. As principais quedas foram do tomate (-31,24%), cenoura (-27,43%), cebola (-8,97%), batata inglesa (-7,48%) e das frutas (-2,84%). Em junho, o conjunto de preços havia gerado contribuição positiva de 0,10 ponto percentual. 
 
O índice de difusão, que mostra o percentual de itens com aumentos de preços, passou de 52% em junho para 47% em julho. A difusão de itens alimentícios passou de 49% em junho para 39%. Já a difusão de itens não alimentícios saiu de 55% em junho para 53% em julho. 
 
A inflação de serviços usada como termômetro de pressões de demanda sobre os preços passou de um aumento de 0,04% em junho para uma alta de 0,75% em julho. Segundo Denise Cordovil, analista do Sistema Nacional de Índices de Preços do IBGE, houve influência de itens relacionados ao turismo, como passagens aéreas, aluguel de veículo, hospedagem e pacote turístico. 
 
Monitorados – Os preços de itens monitorados pelo governo saíram de alta 0,33% em junho para aumento de 1,08% em julho. No acumulado em doze meses, a inflação de serviços passou de 4,49% em junho para 5,01% em julho. Em doze meses saiu de 6,38% em junho para 7,04% em julho.  
 
Grupos Sete dos nove grupos que integram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo registraram altas de preços em julho. Houve deflação em Alimentação e bebidas (queda de 1,00% e impacto de –0,22 ponto percentual) e Vestuário (-0,02%, sem impacto). 
 
Os aumentos foram registrados em Transportes (1,82%, impacto de 0,37 pp), Saúde e cuidados pessoais (0,22%, impacto de 0,03 pp), Habitação (0,77% e impacto de 0,12 pp), Despesas Pessoais (0,52%, impacto de 0,05 pp), Educação (0,08%, sem impacto), Comunicação (0,18%, impacto de 0,01 pp) e Artigos de residência (0,48% e impacto de 0,02 ponto). 
 
A taxa de 4,62% em 2023 ficou acima da mediana de 3,25% para o período. Porém, dentro do intervalo estabelecido, entre 1,75% a 4,75%, quebrando sequência de dois anos seguidos além do teto e voltando ao nível de 2020, de 4,52%. O IPCA fechou 2022 em 5,79% e 2021. 
 
Itens – Os aumentos de preços na gasolina e nas passagens aéreas lideraram o ranking de pressões sobre a inflação no país em julho. Os combustíveis subiram 3,31% em julho. A gasolina aumentou 3,15%, item de maior impacto sobre o IPCA do mês, 0,16 ponto percentual. O etanol aumentou 5,90%, e o óleo diesel, 1,03%.  
 
Já o gás veicular recuou 0,20%. As passagens aéreas aumentaram 19,39% em julho, segunda maior pressão sobre o IPCA, 0,11 ponto porcentual. Na direção oposta, o principal alívio partiu do tomate, com queda de preços de 31,24% e influência de –0,11 ponto porcentual. 
 
INPC – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor teve alta de 0,26% em julho, após uma elevação de 0,25% em junho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 9 de agosto, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  
 
Com o resultado, o índice acumula alta de 2,95% no ano. A taxa em doze meses sobe 4,06%, ante taxa de 3,70% até junho. O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados. 
 

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