Alessandro Maraca (MDB) apresentou nesta quinta-feira, 23 de agosto, na Câmara de Vereadores, indicação para a Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) em que propõe a criação de uma unidade do Grupo de Ações Especiais Táticas Especiais (Gate) em Ribeirão Preto. No entanto, o Estado diz que a instalação de um esquadrão antibombas na cidade depende de uma série de fatores.
Para justificar a solicitação, o parlamentar cita dados da Secretaria de Segurança Pública que apontam para aumento nos casos de roubo e furto em Ribeirão Preto. Ressalta que neste ano foram registrados 324 ocorrências de roubo na cidade, inclusive casos envolvendo transporte de cargas, roubos a bancos, ataques a caixas eletrônicos e a carros fortes, frente a 291 do mesmo período de 2017. O aumento é de 11,3%, com bandidos cada vez mais armados, violentos, audaciosos e especializados, diz o vereador.
“Nas ocorrências registradas em situações de alto risco, como resgate de reféns, incursões em locais de alto risco ou desarmamento de bombas, faz-se necessária a atuação com atendimento especializado, devendo-se recorrer ao Gate mas, sendo preciso submeter a horas de espera, já que a unidade mais próxima está localizada a mais de 300 quilômetros, na cidade de São Paulo”, completa a indicação.
Outro lado
Em nota enviada ao Tribuna, o comandante do Gate, major Valmor Saraiva Racorti, afirma que criação de grupamentos é de competência do Estado Maior, com bases técnicas que levam em consideração a evolução demográfica, os índices de criminalidade, peculiaridades locais, análise de custo-benefício, demanda de ocorrências e demais princípios da administração pública.
Segundo a nota, “o Grupo de Ações Táticas Especiais auxilia não só no atendimento de ocorrências, mas também na gestão e difusão do conhecimento, permanecendo à disposição para estudos futuros”. Em relação ao treinamento de policiais do interior, diz que não só é viável e exequível como já é implementado através de cursos e treinamentos realizados dentro da Policia Militar.
Sobre o questionamento feito pelo Tribuna em relação à distância para o deslocamento de São Paulo até Ribeirão Preto, o major afirma que “quando o caso específico requer o atendimento mais célere, o Grupo de Ações Táticas Especiais conta com o apoio do Grupamento Aéreo, o qual disponibiliza aviões e helicópteros para o transporte da tropa, diminuindo o tempo-resposta”.
O Grupo de Ações Táticas Especiais é subordinado à Polícia Militar do Estado de São Paulo. Criado em 1988, é a 2ª Companhia do 4º Batalhão de Polícia de Choque, que por sua vez está subordinado ao Comando de Policiamento de Choque. Atualmente possui cerca de seis equipes táticas, um esquadrão de bombas, além dos quadros de apoio.