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Esportes

Hudson se despede e diz que falta ‘blindagem’ para acabar com jejum no São Paulo

Após sete temporadas, in­tercaladas com dois períodos de empréstimo (Cruzeiro, em 2017, e Fluminense, em 2020), o volante Hudson, de 33 anos, se despediu do São Paulo. O jogador acertou a renovação do empréstimo com o time das Laranjeiras até 31 de dezembro, quando encerra seu contrato como a equipe do Morumbi.

Apesar do longo período no São Paulo, Hudson não festejou um título. Segundo o atleta, muito por falta de blindagem dos joga­dores, que ficam intranquilos pela ‘seca’ de conquistas. “No São Pau­lo, como é um clube acostumado a ganhar títulos importantes, esse jejum vai se tornando pesado. A cada campeonato, ano que passa, os jogadores até certo ponto sen­tem isso em determinados mo­mentos das competições. Acho que tem que procurar dar tran­quilidade para eles.”

Mas o fato de não ter levan­tado uma taça não deixa o vo­lante frustrado. “Confesso que não tenho frustração. Claro que eu queria levantar muito um título pelo São Paulo, mas sou muito grato ao clube. Sem­pre fui muito comprometido, responsável com a instituição. Eles me colocaram no cená­rio da elite do futebol brasilei­ro, eu só tenho que agradecer ao São Paulo. E o futebol tem isso de momento, de troca de treinador, de pensamento, de filosofia, do que eles já têm no grupo. Acredito que em ne­nhuma vez eu estive inserido em planos para voltar.”

Vindo em 2014 do Bota­fogo, Hudson disputou 198 jogos pelo São Paulo e mar­cou seis gols. Ele destacou o melhor momento da equipe neste período na Libertado­res 2016. “contra o Atlético­-MG lá, que a gente conse­guiu a classificação em um jogo muito difícil. Foi o jogo que a Conmebol me premiou como melhor em campo e a gente fez um campeonato muito bom. Acho que o São Paulo surpreendeu a todos naquele ano. Chegamos na semifinal e jogamos de igual para igual com o Atlético Na­cional, o campeão daquela edição. Esse foi o momento que mais me marcou, que eu poderia falar que foi o auge.”

Já o momento mais duro foi a final do Paulistão de 2019, diante do Corinthians. “Aquela derrota, com gol no finalzinho, foi bastante dolorida. A gente tinha um time jovem, que estava se reconstruin­do e que demonstrava muito po­tencial. A maioria dos jogadores está jogando hoje aí. E foi muito triste. Foi difícil chegar no vesti­ário aquele dia, olhar para todo mundo, receber aquele troféu de vice-campeão. Foi dolorido. O Raí teve que convencer a gente para subir no gramado de novo e cum­prir o protocolo.”

Depois de participar de al­guns treinos no CT da Barra Funda, Hudson já se apresen­tou oficialmente ao Fluminen­se na quarta-feira e se prepara para estrear na equipe pelo Campeonato Carioca. No Bra­sileiro da temporada passada o meio-campista foi bem e aju­dou o clube a conseguir uma vaga na fase de grupos da Li­bertadores, com o quinto lugar na classificação.

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