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Guarda Municipal fica sem status de ‘polícia’

FOTOS: ALFREDO RISK

A Câmara de Vereadores não votou na sessão desta terça-feira, 19 de fevereiro, o projeto substi­tutivo que daria status de polícia à Guarda Civil Municipal (GCM). Um dos autores da proposta, Oto­niel Lima (PRB), diz que decidiu retirá-la da pauta porque uma nova propositura foi apresenta­da por ele, o da criação da Guar­da Civil Metropolitana. Com a decisão do parlamentar, volta a tramitar na Casa de Leis o proje­to de Marinho Sampaio (MDB), que trata do mesmo assunto. No entanto, o Tribuna apurou que dois motivos pesaram para evitar a votação: o tempo de aposentadoria dos servidores da corporação e o armamento que poderia ser utilizado por eles.

Atualmente, o guarda civil municipal segue as mesmas regras do funcionalismo público e preci­sa de 35 anos de contribuição para se aposentar. Os policiais podem pedir o benefício com 30 anos. Há inúmeras ações judiciais de GCMs de todo o Brasil requisitan­do o benefício com base neste pe­ríodo de três décadas, principal­mente nas cidades que alteraram a nomenclatura da Guarda Civil, apesar de a Constituição Federal ser clara ao dizer que segurança pública é atribuição do Estado e da União. Outra dúvida que paira sobre o projeto é a questão do armamento, que poderia ser mais potente.

O projeto substitutivo que saiu da pauta alteraria o nome da GCM para Polícia Municipal de Ribeirão Preto. Já a proposta que cria a Guarda Civil Metropolitana foi protocolada nesta terça-feira (19) e passará por todas as etapas previstas pela legislação antes de chegar ao plenário. A proposi­tura de Marinho Sampaio não tem data para votação, mas ele ressalta que ainda vai analisar o caso. Inicialmente, a informação dos próprios parlamentares era que a alteração não provocaria nenhuma mudança significati­va no regime da GCM e serviria para elevar a auto-estima dos servidores e oferecer uma sen­sação de segurança à população.

O projeto autorizava tam­bém a mudança na identifica­ção visual dos veículos, da sede da Guarda Civil Municipal, dos uniformes, identidades fun­cionais e demais instrumentos de trabalho, com a inclusão da expressão “policia”, que serviria para identificar a função de po­liciamento e patrulhamento nos termos da lei federal nº 13,022 de 8 de agosto de 2014. A GCM tem atualmente 206 servidores, 20 viaturas e seis motos.

Reprovados em prova de tiro
O vereador Isaac Antunes (PR) disse, na sessão desta ter­ça-feira (19), ter recebido a de­núncia de que 40 guardas civis municipais não estariam ap­tos para o exercício da função por terem sido reprovados nos exames psicotécnicos e de tiro realizados pela corporação. De acordo com o parlamentar, se confirmada, a denúncia é grave, pois a administração municipal estaria colocando profissionais inabilitados nas ruas da cidade.

“Recebi esta denúncia e es­tou pedindo informações para a Prefeitura”, afirma. Entre os do­cumentos solicitados está o re­sultado do exame psicotécnico e de tiro dos servidores que com­põem a corporação. A prefeitura tem 15 dias a partir do recebi­mento do requerimento para responder aos questionamentos.

Há exatamente um ano, em 19 de fevereiro de 2018, o pre­feito Duarte Nogueira Júnior (PSDB) e a superintendente da GCM, Mônica da Costa Noccioli, deram posse aos 48 novos servidores da corpora­ção. O grupo foi aprovado em concurso lançado em 2013, na gestão Dárcy Vera (sem parti­do), suspenso no ano seguinte e retomado em 2017 pelo atual chefe do Executivo.

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