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Greve dos servidores – Comitiva vai a SP consultar o TCE

FOTOS: JF PIMENTA/ TRIBUNA

Depois de reafirmar a uma comissão da Câmara formada por mais de 20 vereadores que não tem dinheiro para reajustar o salário do funcionalismo pú­blico, a prefeitura de Ribeirão Preto anunciou, para a próxima quarta-feira, 24 de abril, a via­gem de uma comitiva à capital paulista para consultar o Tribu­nal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).

O prefeito Duarte Nogueira Júnior (PSDB) e os secretários Ângelo Roberto Pessini Júnior (Negócios Jurídicos) e Antô­nio Daas Abboud (adjunto da Casa Civil) vão conversar com o conselheiro Sidney Estanis­lau Beraldo, relator do recurso interposto pela administração municipal contra a decisão do TCE-SP que obrigou a prefei­tura a contabilizar os repasses ao Instituto de Previdência dos Municipiários (IPM) como gastos com pessoal.

O recurso ainda não foi jul­gado, mas o Ministério Público de Contas (MPC), a pedido do conselheiro relator, emitiu pa­recer contrário à apelação. Essa determinação do Tribunal de Contas, segundo a prefeitura, fez a administração extrapolar o teto do limite prudencial es­tabelecido na Lei de Responsa­bilidade Fiscal (LRF), de 54%, elevando os gastos com a folha de pagamento para 55,86%.

Por causa disso, a admi­nistração municipal pretende congelar os salários do fun­cionalismo – depois de várias reuniões, a proposta oficial é de “reajuste zero”. A categoria está em greve desde a zero hora do dia 10. O Sindicato dos Servi­dores Municipais de Ribeirão Preto, Guatapará e Pradópolis (SSM/RP) divulgou um rela­tório do próprio TCE-SP que indica gastos de 46,24% com a folha em dezembro do ano pas­sado – de aproximadamente R$ 2,31 bilhões da receita cor­rente líquida (RLC), usou R$ 1,06 bilhão com pessoal.

No entanto, segundo a Se­cretaria Municipal da Fazenda divulgou anteriormente, a des­pesa com o IPM ainda não foi contabilizada. Convidados pelo prefeito, também vão acompa­nhar a reunião no TCE-SP o presidente da Câmara de Ve­readores, Lincoln Fernandes (PDT), o líder de governo no Legislativo, André Trindade (DEM), Alessandro Maraca (MDB, presidente da Comissão de Finanças, Orçamento, Fisca­lização, Controle e Tributária) e Isaac Antunes (PR, presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação).

Eles e outros vereadores participaram, na manhã desta quarta-feira, de mais uma reu­nião no Palácio Rio Branco, em que o governo voltou a informar que não vai discutir os itens eco­nômicos da pauta de reivindica­ções dos servidores, que lotaram a praça em frente à prefeitura para protestar contra a decisão da administração de não conce­der aumento e ainda descontar os dias parados.

Por meio de nota, a pre­feitura informou que recebeu “membros do Legislativo, na manhã desta quarta-feira, para que fossem discutidos entre os poderes a situação financeira da administração municipal que impede o aumento dos salários dos servidores muni­cipais. Importante ressaltar que entre os artigos da lei nº 10.331, os salários de servidores públi­cos podem ser revistos desde que comprovação da disponi­bilidade financeira que confi­gure capacidade de pagamento por parte do governo”, diz.

Mas ressalta que isso pode ocorrer “desde que preservados os compromissos relativos a investimentos e despesas con­tinuadas nas áreas prioritárias de interesse econômico e social, compatibilidade com evolução nominal e real das remunera­ções no mercado de trabalho e atenda aos limites para despesa com pessoal. Até decisão à con­sulta feita ao Tribunal de Contas do Estado sobre forma de cál­culo de comprometimento com pessoal administração está im­pedida por força da Lei de Res­ponsabilidade Fiscal a conceder qualquer reajuste.”

Nesta quinta-feira (18), a programação dos grevistas terá início às sete horas, com uma manifestação no Centro Mu­nicipal de Educação Infantil (Cemei) Professor Eduardo Ro­mualdo de Souza, na Vila Virgí­nia, na Zona Oeste de Ribeirão Preto, onde o estudante Lucas da Costa Souza, de 13 anos, mor­reu em 30 de novembro. Depois, eles farão um ato na unidade do Departamento de Água e Esgo­tos (Daerp) da rua Pernambuco, nos Campos Elíseos.

No final da tarde, às 17 ho­ras, deve ocorrer nova assem­bleia na Câmara. Em seguida, a categoria irá para o plenário. Na última terça-feira (16), os parla­mentares decidiram encerrar a sessão sem votar cinco projetos do prefeito Duarte Nogueira e trancaram a pauta. A expectati­va é que isso ocorra novamente hoje, já que os servidores pro­metem pressionar os vereadores, sendo que a maioria deles apoia o movimento.

Impeachment
Na noite de ontem, o Sin­dicato dos Servidores divulgou uma entrevista com o profes­sor universitário, advogado e especialista em Direito Admi­nistrativo Juarez Alves de Lima Júnior, em que ele cita alguns motivos que justificariam um pedido de impeachment do prefeito Duarte Nogueira.

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