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Garotinho e Rosinha são presos por fraude

FÁBIO POZZEBOM/AG.BR.

O Ministério Público no Rio de Janeiro (MP-RJ) deflagrou na manhã desta terça-feira (3) a Operação Secretum Domus, e prendeu os ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Matheus. Também foram expe­didos mandados contra outras três pessoas: Sérgio dos San­tos Barcelos, Ângelo Alvaren­ga Cardoso Gomes e Gabriela Trindade Quintanilha.

Os cinco são investigados pelo superfaturamento em con­tratos celebrados entre a pre­feitura de Campos de Campos dos Goytacazes e a construtora Odebrecht, para a construção de casas populares dos programas “Morar Feliz I” e “Morar Feliz II” durante os dois mandatos de Rosinha como prefeita.

As ordens de prisão foram expedidas pela 2ª vara de Cam­pos dos Goytacazes, na região norte fluminense, com base nas delações de dois executivos da construtora, Leandro Andrade Azevedo e Benedicto Barbosa da Silva Junior, fechadas no âm­bito da Lava Jato. O Ministério Público identificou o superfa­turamento de mais de R$ 62 milhões nos contratos fechados com a Odebrecht.

No total, o valor das licita­ções ultrapassaram R$ 1 bilhão. O prejuízo causado ao municí­pio pelo superfaturamento das obras, é de ao menos R$ 62 mi­lhões, indica o MP. De acordo com a Promotoria, as contrata­ções, além de superfaturadas, foram “pagamento sistemático de quantias ilícitas, em espécie, em favor dos ex-governado­res”. As investigações identi­ficaram o recebimento de R$ 25 milhões em propinas pagas pela Odebrecht.

O advogado dos ex-go­vernadores do Rio de Janeiro afirma que vai recorrer da de­cisão da Justiça e que a prisão dos dois ex-gestores é ilegal. Segundo Vanildo da Costa Júnior, a acusação da 2ª Vara Criminal de Campos não pro­cede, já que a prefeitura da ci­dade pagou apenas por casas já concluídas pela construtora Odebrecht, que inclusive abriu processo para receber R$ 33 milhões da prefeitura de Cam­pos por considerar ter tido prejuízo no empreendimento.

“A ação (da Odebrecht) ain­da não foi julgada e em janeiro deste ano a Justiça determinou uma perícia que sequer foi reali­zada. A defesa estranha, portan­to, que o Ministério Público fale em superfaturamento quando a própria empresa alega judi­cialmente ter sofrido prejuízo”, explica o advogado em nota distribuída à imprensa. A de­fesa acusa ainda o Judiciário de Campos e do Ministério públi­co Estadual de estarem agindo contra os ex-governadores após denúncia de Garotinho à Pro­curadoria Geral da República sobre integrantes do MPE.

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