Tribuna Ribeirão
Economia

Focus prevê inflação de 4,71%

© REUTERS/Washington Alves/Direitos Reservados

A previsão do mercado fi­nanceiro para o Índice Nacio­nal de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação ofi­cial do país) deste ano subiu de 4,60% para 4,71%. É a 11ª se­mana consecutiva de aumento. Há um mês, estava em 3,82%. Já a projeção para o índice em 2022 oscilou de 3,50% para 3,51%. Quatro semanas atrás, estava em 3,49%.

A estimativa está no bole­tim Focus desta segunda-fei­ra, 22 de março. A pesquisa é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos. O relatório traz ainda a proje­ção para o IPCA em 2023, que segue em 3,25%. No caso de 2024, a expectativa per­maneceu em 3,25%.

Há quatro semanas, es­sas projeções eram de 3,25% para ambos os casos. No caso de 2022, a projeção passou de 5,50% para 6,00%, ante 5,00% de um mês antes. Para 2023, segue em 6,00%, mesmo pata­mar de quatro semanas atrás. Para 2024, permanece em 6,00%, igual a um mês atrás. O cálculo para 2021 está acima do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC.

A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacio­nal, é 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior de 5,25%. Em fevereiro, o IPCA fechou em 5,20% no acumulado de dez meses, pressionada pelo dólar e pela alta nos preços de alimentos e de combustíveis.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Na semana passada, o Comi­tê de Política Monetária (Co­pom) do BC elevou a Selic de 2% para 2,75% ao ano, pri­meira elevação desde julho de 2015. A decisão surpreen­deu os analistas financeiros, que esperavam uma elevação para 2,50% ao ano e dividiu a opinião de entidades.

Agora, o Focus prevê que o IPCA foi de alta de 4,60% para 4,71%. Há um mês, esta­va em 4,00%. No caso de 2022, a projeção passou de 5,50% para 6,00%, ante 5,00% de um mês antes. Para 2023, seguiu em 6,00%, mesmo patamar de quatro semanas atrás. Para 2024, permaneceu em 6,00%, igual a um mês atrás.

Em meio ao aumento da inflação de alimentos que co­meça a estender-se por outros setores, a expectativa do mer­cado financeiro é por novos aumentos para que a Selic encerre 2021 em 5% ao ano. Após a reunião do Copom, o Banco Central já adian­tou que pretende elevar os juros em mais 0,75 ponto percentual no próximo en­contro, em 4 e 5 de maio.

PIB e câmbio
A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano variou de 3,23% para 3,22%. Há quatro semanas, a estima­tiva era de 3,29%. Para 2022, o mercado financeiro manteve a previsão para o PIB de alta de 2,39%. Quatro semanas atrás, estava em 2,50%.

Para o próximo ano, a ex­pectativa para Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 2,39%. Em 2023 e 2024, o mer­cado financeiro projeta expan­são do PIB em 2,50%.

Segundo o Focus, a pro­jeção para a produção indus­trial de 2021 passou de alta de 4,69% para 5,10%.

Há um mês, estava em elevação de 5,18%. No caso de 2022, a estimativa de cres­cimento da produção indus­trial passou de 2,38% para 2,48%, ante 2,30% de quatro semanas antes. A expectati­va para a cotação do dólar se mantém em R$ 5,30 ao final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5,25.

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