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Fábrica desativada é alvo de operação

JF PIMENTA/ESPECIAL PARA O TRIBUNA

Uma força-tarefa organiza­da pela prefeitura de Ribeirão Preto com cerca de 50 repre­sentantes das secretarias muni­cipais da Infraestrutura, Meio Ambiente, Saúde (Departa­mento de Vigilância em Saú­de), Casa Civil e Governo, As­sistência Social e órgãos como o Departamento de Água Es­gotos (Daerp) executaram uma verdadeira faxina na fábrica de papel desativada localizada na rua Abílio Sampaio, na Vila Virgínia, Zona Oeste da cida­de, na manhã desta sexta-feira, 13 de julho. Também partici­param da empreitada a Guarda Civil Municipal (GCM), Po­lícia Militar (PM) e Corpo de Bombeiros.

A intervenção foi organizada após meses de reclamações dos moradores da região, inconfor­mados com o abandono do local e com os usuários de drogas que frequentam o imóvel. Além de se reunirem para consumir en­torpecentes, eles colocam fogo no mato e nos detritos. Resul­tado: a fumaça produzida pelos incêndios invade as casas vizi­nhas, provocando problemas respiratórios nas pessoas.

Nesta sexta-feira, caminhões e retroescavadeiras limparam o local. A insatisfação ganhou as redes sociais e aplicativos de mensagem. Um deles reúne mais de 300 pessoas da região inconformadas com o que cha­mam de inércia do poder pú­blico e a lentidão da Justiça. No caso da prefeitura, eles cobra­vam a fiscalização e a limpeza do imóvel. Já da Justiça querem maior celeridade no litígio que envolve o imóvel.

Fechada há dois anos, a fá­brica foi destinada para o paga­mento de dividas trabalhistas dos ex-empregados. Contudo, o valor que tem sido oferecido por possíveis compradores é inferior ao valor real do imóvel e o imbróglio parece longe de terminar. Já a limpeza foi organi­zada após despacho judicial em resposta a um pedido de liminar feito pela prefeitura.

Segundo o prefeito em exercício, Carlos Cezar Barbo­sa (PPS), a operação realizada nesta sexta-feira tem como meta resolver o problema da fumaça que prejudica os mo­radores da região. Para isso foi feita a retirada do mato, de de­tritos e de materiais inflamáveis do local. O custo da operação será totalmente repassado ao proprietário da área, sem ne­nhum ônus para a administra­ção municipal, já que por lei, a manutenção e limpeza é de res­ponsabilidade dos donos.

Na sequência, a Secretaria da Assistência Social vai fazer o acompanhamento dos mo­radores de rua e usuários de droga que frequentam o local e oferecer tratamento terapêutico para aqueles que são viciados e abrigo na Casa de Passagem para quem não tiver para onde se deslocar. A estimativa da pre­feitura, que ainda não terminou a pesagem do material recolhi­do, é que sejam totalizadas 90 toneladas de detritos.

“A partir de uma autoriza­ção judicial, nós fizemos uma força-tarefa para resolver neste primeiro momento a questão do fogo nos resíduos da antiga fábrica, o que acaba gerando esse incomodo aos moradores aqui da região”, explica Carlos Cezar Barbosa, que também é secretário da Assistência Social. “Iremos fazer a limpeza e retirar toda essa sujeira que provoca a queima de papel, fios e plásti­cos, além de evitar a entrada de pessoas no local, com a inten­sificação do patrulhamento no local”, afirma a superintendente da GCM, Mônica Noccioli.

Já para o coordenador da Defesa Civil e secretário interino de Infraestrutura, Renato Catita, as próximas etapas da operação serão concentradas na remo­ção de partes dos resíduos, bem como na necessidade de uma in­tervenção um pouco maior, por se tratar de uma área depredada e frequentada por moradores de rua, o que acaba gerando um problema de insegurança à po­pulação local.

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