Por Hugo Luque
Ednaldo Rodrigues foi reeleito presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nesta segunda-feira. Único candidato ao posto, o dirigente de 71 anos, natural de Vitória da Conquista (BA), foi aclamado para o cargo em reunião na sede da entidade, no Rio de Janeiro (RJ), e permanecerá no comando do futebol nacional até 2030.
Ao todo, Rodrigues recebeu todos os 141 votos: os das 27 federações e dos 40 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. Apoiado de forma unânime pelas 27 federações, o dirigente teve sua chapa assinada por 13 clubes da Série A, além de outros 13 da segunda divisão.
“Tentaram um golpe. Resistimos e vencemos”, disse o presidente reeleito, em seu discurso. A fala é uma referência ao ex-atacante Ronaldo, que considerava a candidatura para fazer frente ao atual mandatário e pediu que o processo eleitoral da CBF tivesse supervisão presencial da Fifa e da Conmebol para “dar mais transparência”.
O novo mandato de Ednaldo começa somente em março de 2026. Entre seus vice-presidentes, está o dirigente que comanda a Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos. Além dele, completam o grupo Ednaílson Rozenha (AM), Roberto Góes (AP), Ricardo Lima (BA), Gustavo Oliveira (ES), Leomar Quintanilha (TO), Rubens Angelotti (SC), e Gustavo Henrique (CBF, em Brasília).
A última vez em que houve uma eleição à presidência da CBF com duas chapas foi 1989. À ocasião, Ricardo Teixeira derrotou o então vice Nabi Abi Chedid.
Desta vez, parecia que duas chapas disputariam a presidência, mas Ronaldo Fenômeno desistiu, há duas semanas, alegando “falta de diálogo”. O ex-jogador da seleção disse que 23 federações nem sequer aceitaram abrir conversas.
Hoje reeleito, Ednaldo Rodrigues chegou a ser afastado do cargo no fim de 2023, por conta de um litígio judicial enfrentado pela CBF. O dirigente foi reconduzido ao cargo já no início do ano passado e, em fevereiro deste ano, teve o processo que o levou ao poder considerado legítimo. Ele ocupa a presidência da entidade desde o afastamento de Rogério Caboclo, em 2021, após denúncias de assédio moral e sexual, e venceu o pleito de 2022.