Tribuna Ribeirão
Artigos

Dia Internacional das Mulheres e Meninas nas Ciências

O Dia Internacional das Mulheres e Meninas nas Ciências é celebrado em 11 de fevereiro para homenagear as contribui­ções das mulheres no campo da ciência. Embora muitos países tenham avançado na igualdade de gênero, várias mulheres ainda enfrentam desafios e limitações.

A ciência sempre foi vista como uma área dominada por homens. O preconceito de gênero limita o número de mulheres que ocupam posições de liderança em empresas de tecnologia e ciência, e tem realmente afetado o progresso científico. Em 2020 um levantamento mostrou que apenas 30% dos cientistas são mulheres. No Brasil as pesquisadoras representam 40,3%.

A data instituída em 2015 pela ONU é uma forma de buscar a igualdade de gênero na ciência e promover oportunidades de desenvolvimento para mulheres e meninas. Como ocorre em to­dos os setores, a ciência se torna melhor quando há diversidade na equipe e as mulheres estão sendo desafiadas a tomar posições de liderança. Desta forma, devemos incentivar o aumento de mulheres cientistas, engenheiras, programadoras e outras profis­sionais de tecnologia.

Os preconceitos estruturais continuam impedindo que um nú­mero maior de mulheres opte por carreiras na Ciência, um caminho que é ainda mais difícil para as negras, que enfrentam discriminação dupla, o racismo e o machismo. Aqui reservamos um instante para resgate histórico de mulheres negras cientistas que merecem maior destaque e reconhecimento por suas principais contribuições.

Podemos citar: Alice Ball, química criadora do primeiro tratamento eficaz contra a hanseníase; Annie Easley, cientista aeronáutica que desenvolveu um software para um dos lança­dores de foguete da NASA; Mae Jemison, física, engenheira e astronauta que foi a primeira mulher negra a viajar ao Espaço; Marie M. Daly, química cuja pesquisa sobre a ligação entre colesterol alto e artérias entupidas foi vital para compreender os ataques cardíacos; Jessie Isabelle Price, microbióloga veterinária que desenvolveu vacinas para proteger aves aquáticas de várias doenças; Katherine Johnson, física e matemática que calculou as trajetórias de várias missões da NASA e foi essencial para o lançamento do primeiro americano ao Espaço; Jewel Plummer Cobb, bióloga que trabalhou para descobrir quais compostos eram mais efetivos no combate às células cancerosas.

Christine Concile Mann Darden, engenheira aeroespacial que liderou o grupo de estudos da NASA sobre estrondo sônico; a astrofísica brasileira Rita de Cássia Anjos, que investiga a origem dos raios cósmicos e sua possível relação com galáxias de intensa formação de estrelas e Jaqueline Goes de Jesus, que sequenciou o primeiro genoma do coronavírus, ao lado de outra cientista brasileira, Ester Sabino.

É sempre importante resgatar o nome dessas mulheres e de muitas outras que permanecem praticamente anônimas, mas que fizeram progressos incríveis em seus respectivos campos e servem como modelos inspiradores para as gerações de cien­tistas que virão. Não apenas nesta data, merecem toda gratidão pela dedicação à ciência e tecnologia e pelo impacto positivo que causaram em nosso mundo.

Para concluir um destaque para a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que realiza o Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher, premiação voltada para cientistas mulheres e jovens com notório talento para carreira científica promissora, inclusive do ensino médio e da graduação. Que o poder público e a iniciativa privada possam investir cada vez mais na formação e desenvolvimento do protagonismo feminino nas ciências, pois lugar de mulher é onde ela quiser.

Postagens relacionadas

A feição do novo governo

Redação 1

A Colômbia e sua Literatura (13): José Fernández Madrid 

Redação 2

Bolas, boleiros e suas histórias

Redação 1

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Política de Privacidade

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com