Segundo dados do Painel de Arbovirores do Ministério da Saúde atualizados nesta terça-feira, 25 de fevereiro, o estado de São Paulo já soma mais de 240 mil casos prováveis de dengue. Chegou a 241.595, sendo que cerca de 130 mil já foram confirmados e o restante está sendo investigado. Cento e vinte e oirto “paulistas” morreram vítimas do Aedes aegypti e mais de 200 estão sob investigação. São 2.747 pacientes em estado grave e com sinais de alerta.
O governo de São Paulo decretou, no dia 19, situação de emergência em saúde pública no estado em razão da epidemia por dengue. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), 225 dos 645 municípios paulistas já atingiram mais de 300 casos de dengue por 100 mil habitantes, cerca de 35% do total. Oitenta por cento dos criadouros do mosquito estão dentro das casas.
A região noroeste é a mais afetada, especialmente Araçatuba e São José do Rio Preto, onde a incidência ultrapassa dois mil casos por 100 mil habitantes – mais de seis vezes o índice considerado epidêmico (300 casos por 100 mil). Além dessas regiões, outras seis enfrentam epidemia: Ribeirão Preto, São João da Boa Vista, Araraquara, Marília, Presidente Prudente e Barretos.
Ainda de acordo com a plataforma, o país superou 415 mil casos e passou de 160 óbitos neste início de 2025. São 416.510 ocorrências e 166 mortes confirmadas. Outras 405 estão em investigação. Com as 468 do ano passado, o total de óbitos sob suspeita chega a 873.
O coeficiente de incidência no país, neste momento, é de 195,9 para cada grupo de 100 mil habitantes. A taxa de letalidade é 0,04 e de 3,46 em casos graves. Dos prováveis casos de dengue, os homens representam 55% das vítimas do Aedes aegypti e as mulheres, 45% em 2025.
O Brasil fechou o ano passado com mais de 6,6 milhões de casos de dengue e superou a marca de 6.200 mortes em decorrência da doença. Segundo dados do painel do Ministério da Saúde, são 6.612.135 contágios e 6.230 óbitos. Outros 468 ainda estão em investigação.
O coeficiente de incidência no país ficou em 3.110,4 para cada grupo de 100 mil habitantes – acima de 300 já é epidemia. A taxa de letalidade foi de 0,09 no geral e de 5,88 em casos graves, a pior epidemia da história. O número de casos registrados em 2024 também é o maior da série histórica. Supera em 298,61% os 1.658.816 de todo o ano passado, 4.953.319 a mais.
Como se trata de casos prováveis, alguns foram descartados pelo Ministério da Saúde. Em 2024, superou a estimativa da pasta, que previa cerca de 4,2 milhões de ocorrências no país. No ano passado quebrou o recorde de óbitos de 2023 em decorrência da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, de 1.079, o maior da série histórica iniciada em 2000.
São 5.151 a mais, alta de 478%. Entre os casos prováveis, 55% são de mulheres e 45% de homens. O Estado de São Paulo superou 2,1 milhões de casos de dengue em 2024 e ultrapassou a barreira de 2.100 mortes em decorrência da doença. São 2.179.091 contágios e 2.177 óbitos.
Ribeirão Preto – No ano passado, Ribeirão Preto registrou a maior epidemia de dengue da história. Foram 44.650 casos de dengue, maior volume da história da cidade, além de 26 mortes, o número mais elevado de óbitos.
Em 2025, já são 2.674, além de 8.508 sob investigação.
Duas mortes foram confirmadas, de um homem e uma mulher acima dos 60 anos, e três também estão sendo apuradas. Desde 2013 já são 62 casos fatais. O sorotipo 3 da dengue (DENV-3) já foi constatado em Ribeirão Preto este ano, segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP).