A Secretaria Municipal da Saúde confirmou, nesta quarta-feira, 19 de fevereiro, mais uma morte por dengue em Ribeirão Preto. Já são dois óbitos em 2025, ambos em janeiro. As vítimas são dois idosos – uma senhora e um senhor acima dos 60 anos. Os dados atualizados estão no Painel de Arboviroses da pasta.
Ainda há três óbitos em investigação, todos do primeiro mês. A cidade já enfrenta nova epidemia. Ribeirão Preto registrou 26 mortes em decorrência de dengue no ano passado, segundo dados do Painel de Arboviroses da Secretaria Municipal da Saúde. Não há mais nenhum óbito em investigação referente a 2024. Os dados são atualizados semanalmente, com possibilidade de alterações pontuais.
Em 2024, a cidade superou em 189% o número de mortes do período anterior – 174 a mais que os nove óbitos de 2023. Foram duas em janeiro, seis em fevereiro, duas em março, duas em abril, seis em maio, quatro em junho, uma em agosto e três em dezembro, segundo a Secretaria Municipal da Saúde. Desde 2013 já são 62 óbitos por dengue no município.
São seis de 2013 e cinco de 2015. Em 2014 não houve mortes na cidade. Em 2022, a cidade teve um óbito. A alta no em 2023 chegou a 800%, oito a mais. Em 2021, não houve casos fatais. Em 2020, ocorreram onze mortes, mas um caso era importado de São Simão, na região metropolitana. No total oficial, Ribeirão Preto fechou 2020 com dez ocorrências fatais, sete a mais do que os três falecimentos de 2019, alta de 233,3%.
O número de 26 mortos pelo mosquito Aedes aegypti – vetor da doença, do zika vírus e das febres amarela e chikungunya – do ano passado já é o maior em pelo menos oito anos (desde 2016), superando os dez de 2020 em 160%. São 16 a mais. Antes de 2019, a cidade não registrava óbito em decorrência da infecção desde 2016, quando nove pacientes não resistiram aos vírus.
No ano passado, Ribeirão Preto registrou a maior epidemia de dengue da história considerando o número de casos registrados. De acordo com dados da Secretaria Municipal da Saúde, a cidade fechou 2024 com mais de 44.600 vítimas do mosquito Aedes aegypti – transmissor da doença, das febres chikungunya e amarela na área urbana e de zika.
Em 2025, já são 2.674 casos confirmados, além de 8.508 sob investigação, contra 6.856 do mesmo período do ano passado, 4.182 a menos e queda de 61%. Em uma semana, mais 780 pacientes procuraram atendimento na cidade, contra 817 do intervalo anterior.
Duas pessoas morreram em janeiro do ano passado, quando a cidade registrou 2.981 ocorrências sem vítimas fatais, contra 2.067 do primeiro mês de 2025. São 914 a menos, queda de 30,66%. São 607 casos em 19 dias de fevereiro, contra 6.279 registrados em 29 dias do mesmo mês do ano passado (seis óbitos), 5.672 a menos e queda de 90,33%.
A prefeitura de Ribeirão Preto já intensificou as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti devido às chuvas de verão. Segundo dados atualizados nesta quarta-feira, a cidade fechou 2024 com 44.650 casos de dengue (dados revidados).
É o maior volume da história da cidade, superando em 27,41% o recorde de 35.043 registrado em 2016. São 9.607 a mais, além de 65.519 ainda sob investigação. Também já soma 32.348 a mais que as 12.302 de 2023, aumento de 262,95%.
Os dados são atualizados semanalmente e ainda podem ser alterados. No ano passado, 16.392 tinham entre 20 e 39, outras 11.0245 estavam na faixa dos 40 a 59 anos, 7.039 são do grupo entre 10 e 19 anos, 5.530 eram idosos acima de 60 anos, 3.048 crianças de 5 a 9 anos, 1.336 entre 1 e 4 anos e 280 eram bebês com menos de 1 ano de idade.
Em 2025, dos 2.674 casos de dengue confirmados em Ribeirão Preto, 958 têm entre 20 e 39 aos, 747 pacientes têm entre 40 e 59 anos, 420 têm mais de 60 anos, 326 são do grupo de 10 a 19 anos, 145 são crianças de 5 a 9 anos, 65 têm entre 1 e 4 anos e 13 vítimas tem menos de 1 anos.
Em 2024, a cidade registrou 13.287 casos na Zona Leste, além de 10.7219 na Oeste, 8.680 na Norte, 6.617 na Sul e 5.344 na Central, além de um ainda sem identificação de distrito. Neste ano, são 867 na Zona Leste, 564 na Sul, 442 na Oeste, 404 na Central e 286 na Norte, além de 111 sem identificação.
Ribeirão Preto fechou 2023 com 12.302 casos de, 4.820 a mais que os 7.482 do período anterior, crescimento de 64,42%. Em pouco mais de 16 anos, a cidade já registrou 205.437 casos de dengue. Foram contabilizadas 313 ocorrências de febre chikungunya em 2024, doze importadas. Uma pessoa morreu. No ano anterior, foram 121, sendo 107 autóctones. São 16 em 2025, dois importados.
Todas as 68 unidades de saúde de Ribeirão Preto já funcionam como polos de atendimento para casos de dengue. A medida visa evitar sobrecarga do sistema de saúde nas três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e na Unidade Básica e Distrital de Saúde (UBDS) da Vila Virgínia.
No total, são 68 Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Saúde da Família (USF), UPAs e a UBDS da Vila Virgínia atendendo pacientes com sintomas da doença, separadamente dos outros tipos de atendimentos médicos. Não é necessário agendamento prévio, como os realizados em outras especialidades nos postinhos.
A prefeitura de Ribeirão Preto também anunciou parceria com o Hospital das Clínicas, Hospital Estadual, Beneficência Portuguesa, Santa Casa de Misericórdia e Hospital Santa Lydia para atendimento de casos graves que necessitem de internação. O sorotipo 3 da dengue (DENV-3) já foi constatado na cidade este ano, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP).
A Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto diz que já foram aplicadas na cidade 21.171 vacinas contra a dengue, sendo 14.724 primeiras doses da vacina e 6.447 de reforço. A imunização é direcionada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. Esse público recebe duas doses.
A secretaria afirma que é imprescindível que os pais ou responsáveis levem os filhos para a tomar a de reforço. a segunda dose – só assim, a imunização estará garantida. A pasta esclarece que a vacinação não será ampliada para outras faixas etárias e que as 6.500 doses disponíveis no município têm prazo de validade para o final de 2025.