Tribuna Ribeirão
Economia

Combustíveis Gasolina sobe 1,68% nas refinarias

A Petrobras anunciou au­mento de 1,68% a partir desta quarta-feira, 5 de setembro, no preço médio do litro da gasolina sem tributo nas refinarias. O va­lor de R$ 2,2069 estabelece nova máxima histórica desde que a estatal passou a divulgar o preço médio diariamente em seu site, em 19 de fevereiro. A alta acu­mulada no período é de 45,7%. Na ocasião, o preço médio da gasolina estava em R$ 1,5148.

A recente escalada de preços, que supera os valores atingidos durante a greve dos caminho­neiros, teve início no último dia 23, quando a gasolina voltou a ser negociada acima de R$ 2. O preço do diesel, que seguia congelado desde 1º de junho, permanece em R$ 2,2964, após o reajuste de 13% anunciado na sexta-feira, 31 de agosto. O valor será mantido até 29 de setembro.

Em Ribeirão Preto, os mais de 200 postos reajustaram o valor do litro do óleo diesel na sexta-feira. Nos bandeirados, o aumento médio foi de 4%, pas­sando de R$ 3,44 (R$ 3,437) para R$ 3,58 (R$ 3,579), acréscimo de R$ 0,14. Nos sem-bandeira disparou 9,34%, de R$ 3,21 (R$ 3,209) para R$ 3,51 (R$ 3,509), aporte de R$ 0,30.

Segundo o estudo semanal da Agência Nacional de Petró­leo, Gás Natural e Biocombus­tíveis (ANP), realizado entre os dias 26 de agosto e 1º de setem­bro, o valor médio na cidade é de R$ 3,271 (mínimo de R$ 3,137 e máximo de R$ 3,399). O etanol e a gasolina subiram um dia antes, entre 29 e 30 de agos­to. A alta do dólar influenciou o aumento e forçou as distri­buidoras a cortarem descontos e promoções, além da elevação no mercado futuro.

O valor do álcool também subiu nas usinas paulistas. Já a gasolina ficou mais cara nas re­finarias por causa dos reajustes diários da Petrobras.

Nos postos bandeirados, o litro do etanol saltou de R$ 2,20 (R$ 2,199) em média para R$ 2,60 (R$ 2,599), alta de 18,2% e acréscimo de R$ 0,40. Antes do reajuste, alguns franqueados vendiam o derivado da cana-de -açúcar por R$ 2 (R$ 1,999) e R$ 2,10 (R$ 2,099). Nos sem-ban­deira, passou de R$ 2 (R$ 1,999) para R$ 2,45 (R$ 2,449), aumen­to de 22,5% e aporte de R$ 0,45.

O consumidor deve pesqui­sar. Há revendedores que prati­cam outros valores nos bandei­rados, de R$ 2,50 (R$ 2,499), R$ 2,55 (R$ 2,449) e até R$ 2,70 (R$ 2,699), e nos de bandeira branca, de R$ 2,40 (R$ 2,399). A variação entre o menor preço (R$ 2,40 nos independentes) e o maior (R$ 2,70 nos franquea­dos) chega a 12,5% ou R$ 0,30. Para abastecer um tanque de 50 litros o consumidor vai gastar entre 120 e R$ 135.

Segundo o Centro de Pes­quisas Econômicas (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) – vin­culada à Universidade de São Paulo (USP), – entre os dias 24 e 31 de agosto, o valor do litro do álcool hidratado disparou 9,09% nas usinas, de R$ 1,4572 para R$ 1,5897 – já havia subido 4,75% na semana anterior. O litro do anidro – adicionado à gasolina em 25% – subiu 6,83%, de R$ 1,5805 para R$ 1,6885 – havia aumentado 1,13%.

Segundo o estudo semanal da ANP, realizado entre os dias 25 de agosto e 1º de setembro, o etanol vendido em Ribeirão Preto custava, em média, R$ 2,113 (piso de R$ 1,979 e teto de R$ 2,5799). O litro da ga­solina também está bem mais caro nas bombas. Nos postos bandeirados, saltou de R$ 4,40 (R$ 4,399), em média, para R$ 4,60 (R$ 4,597), alta de 4,8% e acréscimo de R$ 0,20 – mas há estabelecimentos que vendem o derivado de petróleo por R$ 4,80 (R$ 3,799).

Nos sem-bandeira, o reajuste foi ainda mais elevado, passando de R$ 4 (R$ 3,998) para R$ 4,55 (R$ 4,549), aumento de 13,7% e aporte de R$ 0,45. Há locais onde o litro custa R$ 4,50 (R$ 4,499). A variação entre o menor preço (R$ 4,50, independentes) e o maior (R$ 4,80, franqueados) chega a 6,66% ou R$ 0,30. Para abastecer um tanque de 50 litros o consumidor vai gastar entre 225 e R$ 240.

Segundo a ANP, preço mé­dio da gasolina na cidade é de R$ 4,277 (piso de R$ 3,977 e máximo de R$ 4,598). Conside­rando os valores médios de R$ 2,60 para o etanol e R$ 4,60 para gasolina nos bandeirados e de R$ 2,45 e R$ 4,55 nos sem-ban­deira, respectivamente, ainda é mais vantajoso abastecer com álcool, já que a paridade está en­tre 56,5% e 53,8% – deixa de ser vantagem encher o tanque com o derivado da cana quando a re­lação chega a 70%.

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