A Copa São Paulo de Futebol Sub-20, a Copinha, terá início no dia 2 de janeiro, na próxima terça-feira, com o número recorde de 128 clubes participantes, divididos em 32 chaves de quatro equipes. De Ribeirão Preto, Botafogo e Comercial participam da competição e, da região, o Batatais, vice-campeão da última edição, em 2017, quando perdeu a final para o Corinthians, por 2 a 1.
Juntos, Botafogo, Comercial e Batatais contabilizam quatro finais, duas do Pantera (em 1983, contra o Atlético-MG, quando foi derrotado por 2 a 1; e 2015, contra o Corinthians, por 1 a 0); O Comercial sagrou-se vice-campeão em 2006, na disputa por pênaltis, contra o América de São José do Rio Preto, após empate em 0 a 0 no tempo regulamentar. Em 2017, foi a vez do Batatais chegar em segundo lugar.
A Copinha nasceu em 1969 e era organizada pela prefeitura da capital. Somente tinha acesso clubes paulistas, isto até 1971, quando foi aberta à participação de clubes de todo o país. Em 1987, o então prefeito Jânio Quadros decidiu que a prefeitura paulistana não mais promoveria a competição. Naquele ano a Copinha não foi realizada, até ser assumida pela Federação Paulista de Futebol, no ano seguinte.
Entre os anos de 1993 e 1997, a Copinha passou a receber clubes internacionais, não só da América do Sul, como o Boca Juniors, da Argentina, europeus, como o Bayern de Munique e até asiáticos, entre eles o Nagoya Eight, do Japão.
O Corinthians é o grande campeão da Copinha, com 10 títulos. O Timão foi o primeiro campeão da competição, em 1969, ao bater o Nacional por 2 a 1. Na sequência, o segundo colocado no ranking é o Fluminense, com cinco; Internacional, quatro, São Paulo e Santos com três. O primeiro time do interior de São Paulo a colocar a mão na taça foi a Ponte Preta, bicampeã em 1981 e 1982.
Nomes revelados na maior competição do futebol brasileiro podem render bons negócios para os clubes, principalmente os pequenos, além de abrir as portas aos jovens talentos que se espalham por todo o país à espera de uma oportunidade para vencer na vida.