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Câmara barra moção ao TSE

MARCELO CAMARGO/AG.BR.

Assim como é polêmica a concessão de título de cidadania ribeirão-pretana a Jair Bolsona­ro (PL) por seu desempenho frente à pandemia de coronaví­rus, também não há lastro para congratular os ministros do Tri­bunal Superior Eleitoral (TSE) que tornaram o ex-presidente da República inelegível por oito anos. Assim como não há jus­tificativa para o ataque que um vereador de Ribeirão Preto fez contra a presidência da Corte.

Na sessão de terça-feira, 4 de julho, a Câmara de Ribeirão Preto reprovou a moção de con­gratulação ao TSE. A proposta foi apresentada pela vereadora Duda Hidalgo (PT) e acabou rejeita­da por sete votos contra, cinco a favor e três abstenções. Votaram contra a moção André Rodini (Novo), Elizeu Rocha (PP), Isa­ac Antunes (PL), Jean Corauci (PSB), Maurício Vila Abranches (PSDB), Renato Zucoloto (PP) e Paulo Modas (União Brasil).

Foram favoráveis Luis Fran­ça (PSB), Marcos Papa (Pode­mos), Ramon Faustino (PSOL), Judeti Zilli (PT, Coletivo Po­pular) e Duda Hidalgo (PT). Abstiveram-se André Trin­dade (União Brasil), Bertinho Scandiuzzi (PSDB) e Matheus Moreno (MDB). Franco Ferro (PRTB), Sérgio Zerbinato (PSB), Lincoln Fernandes (PDT), Ales­sandro Maraca (MDB) e Igor Oliveira (MDB), não votaram.

Já Brando Veiga (Republi­canos) e Maurício Gasparini (PSDB) não participaram da sessão. Na moção, a petista afirma que, após quatro anos de ataques à democracia brasi­leira, às instituições responsá­veis por garantir e resguardar a credibilidade do processo eleitoral demonstraram o ina­balável compromisso do país na defesa de sua democracia, assim como, a força e serieda­de das instituições.

“Parabenizamos a coragem, preparo técnico e honradez dos ministros desta nobre Cor­te Eleitoral e agradecemos, en­quanto cidadãos brasileiros, por garantirem o exercício da lei em nosso país. Requeremos nos ter­mos constitucionais e regimen­tais, a aprovação desta Moção de Congratulações e que, uma vez aprovada, seja enviada ao exce­lentíssimo presidente do Tribu­nal Superior Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes”, escreveu Duda Hidalgo.

André Rodini foi o parla­mentar que usou a tribuna da Câmara para defender a rejei­ção da moção. Até aí, tudo bem. Porém, em seu discurso, o par­lamentar chamou Alexandre de Moraes de déspota por conde­nar um sujeito que usou dinhei­ro público para divulgar men­tiras e atacar o sistema eleitoral brasileiro, o mesmo que levou este cidadão ao Legislativo ribei­rão-pretano. No dia 30 de junho, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral declarou a inelegibilida­de de Bolsonaro por oito anos.

O prazo começou a ser contado a partir das eleições do ano passado e vale até 2030, quando o ex-presidente terá 76 anos. Foram cinco votos a dois. Na ocasião, ficou reconhecida a prática de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação duran­te reunião realizada no Palácio da Alvorada com embaixado­res estrangeiros no dia 18 de julho do ano passado.

O candidato a vice-presidente Walter Braga Netto na chapa de Bolsonaro à reeleição foi inocen­tado, pois não ficou demonstrada sua responsabilidade na conduta. Nesse ponto, a decisão foi unâni­me. A Câmara de Ribeirão Preto ainda deve analisar o projeto de Isaac Antunes que concede títu­lo de cidadão ribeirão-pretano ao ex-presidente por sua atuação – “desastrosa”, segundo as prin­cipais autoridades sanitárias do país – frente à pandemia.

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