CÓPIA EUROPÉIA
O técnico Carlos Alberto Parreira se preparou adequadamente para uma Copa do Mundo. Estudou a melhor postura dentro e fora de campo para ganhar o Mundial. Ganhou o tetra para o Brasil, em 1994. Seu sistema de jogo era criticado, usava três volantes, até Raí perdeu a posição por isso, mas o time tinha ótimos valores individuais. Parreira copiava o futebol europeu do momento e fora das quatro linhas sabia como tratar a imprensa e os cartolas. Em 2002, o Brasil foi penta com Felipão, sem muito estudo, nem dentro nem fora de campo, mas também com vários craques na seleção.
Cópia brasileira…
Tite ganhou de Parreira, ele é o técnico brasileiro que melhor se preparou para a Copa. Foi buscar na Europa o aprimoramento que seu trabalho precisava para que a seleção se tornasse competitiva contra as grandes potências. Tite não está copiando o modelo europeu. Está copiando o mecanismo que os europeus utilizam ao copiarem o futebol brasileiro de antigamente. Prática que fez de Guardiola o melhor técnico da Europa e do Barcelona o time imitado no mundo inteiro.
Renascimento…
Os jogadores brasileiros evoluem taticamente na Europa. Aproveitam melhor suas características em espaços mais adequados. É necessário no Brasil fazer uma preparação nas equipes de base para que a habilidade e a criatividade sejam utilizadas na proximidade da área, o setor mais decisivo. É provável que o Brasil não produza um Cristiano Ronaldo para fazer gol de bicicleta como a obra de arte que ele fez ontem e foi aplaudido até pela torcida adversária, mas certamente produzirá outros exemplares de Marcelo, o brasileiro que também fez um gol belíssimo na vitória (3 a 0) do Real Madri na primeira partida das quartas de final da Liga dos Campeões da Europa.